terça-feira, 17 de novembro de 2009


A botânica da vida.

Cine Cultura Pará


O Governo do Estado do Pará, através da Secretaria de Estado de Cultura – SECULT, realizará no dia 19 de Novembro de 2009, no Teatro Maria Sylvia Nunes (Estação das Docas), a partir das 19h, o lançamento do Edital “Cine Mais Cultura Pará”, em parceria com o Ministério da Cultura. Depois da seleção dos pontos de cultura, esta é mais ação do Programa Mais Cultura que foi criado para democratizar o acesso aos bens culturais por todos os brasileiros.

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No Brasil, as salas comerciais de cinema estão concentradas em apenas 8% do território nacional e há uma quantidade muito reduzida de obras audiovisuais brasileiras na TV - a maioria dos filmes produzidos no país permanecem inéditos para grande parte de sua população. O “Cine Mais Cultura Pará” vem nesse sentido possibilitar a criação de 35 salas de cinema em todo o Estado, distribuídas proporcionalmente entre as 12 Regiões de Integração.O Edital selecionará projetos de Organizações Culturais e Sociais, juridicamente constituídas, e disponibilizará equipamento audiovisual de projeção digital, obras brasileiras do catálogo da Programadora Brasil e oficina de capacitação cineclubista.

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O pó de pirlimpimpim me abriu as porteiras da leitura.


1 Leitura demais pode subir à cabeça, para o bem e para o mal. Pensem naquele fidalgo de La Mancha. Incendiado pelas aventuras dos livros de cavalaria, esqueceu da administração de seus bens e saiu mundo afora a duelar com moinhos.
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2 A descoberta do primeiro livro é tal qual a primeira celebração a Onan que inauguramos – solitária e cúmplice de si. Aliás, também dizem que, hum, celebrar demais, digamos, também pode subir para a cabeça, endoidecer o onanista. Ou será que é a falta ‘de’ que faz subir ‘a’ para a cabeça? De qualquer maneira, um mundo de sonhos e possibilidades se abre ao virar das primeiras páginas e ao descascar da primeira, como diria, da primeira... É isso aí mesmo que vocês já estão carecas de saber.
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3 Ao grande sertão das infantes veredas literárias fui conduzido por Monteiro Lobato e Julio Verne. O brasileiro, seduzindo-me a cafungadas no pó de pirlimpimpim, me abriu as porteiras do Sítio do Pica-Pau Amarelo. A bordo de seus livros, cheguei à lua antes de Armstrong e sua turma. Conheci os tempos heróicos da Grécia velha de guerra ao lado de Pedrinho, na torcida por Hércules. Ingressei no rabugento País da Gramática, título que Emília surrupiou à última hora do Visconde de Sabugosa, o sábio bolorento.
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4 Entre uma e outra reinação, no intervalo da viagem ao redor do mundo, ouvimos histórias da preta Nastácia, os serões de Dona Benta, as lorotas do impostor Gato Felix, que, vejam só, reconheci mais tarde nos traços do homônimo impostor Felix Krull, de Thomas Mann.
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5 Feito o Pedrinho voltando das férias, de regresso ao desenxabido e urbanoide mundo, foi com saudades inconsoláveis que me deixei ficar à porteira do Sítio, despedindo-me das figuras de Rabicó, Emília, Narizinho, Visconde, Anjinho, Príncipe Escamado, Burro Falante, Quindim, Saci, que já se confundiam com as sombras do entardecer da minha infância. Vim-me embora ao encontro do adulto. Vez por outra, a embriaguez, a leve, aquela que não faz mal nem dá ressaca, me traz de volta, num gole de cerveja proustiano, o tempo perdido do faz-de-conta.
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6 Já o francês Julio Verne revelou-me o underground: vinte mil léguas submarinas, o centro da Terra. Ah, Capitão Nemo, esse enrustido dos mares. Graças à sustentável leveza de nosso ser infantil, éramos capazes de passar cinco semanas pendurados num balão ou cruzar o mundo em 80 dias.
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7 Enquanto isso, no vai de valsa das letras, eu curtia o modorrento ensino escolar. Cumpria minhas obrigações de aluno como Julien Sorel, o infeliz herói de “O Vermelho e o Negro”, de Stendhal (que agora me deu uma vontade irrefreável de reler), cumpria suas funções na serraria do pai – com tédio e desprezo. A propósito, o infortunado Sorel também era vítima do desprezo paterno por “aquela mania de leitura”, lembram? E quem aí recorda qual o livro que o futuro protegido da senhora de Renal lia quando o pai o surpreende à beira do regato, em descuidado devaneio literário, e dá-lhe um safanão? Vocês não sabem, né? Vão que ainda está em tempo de ler o maravilhoso “O Vermelho e o Negro”, que não tem nada a ver com a história do Flamengo.
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8 Mas deixemos de digressão, que isto é lá com Laurence Sterne e seu Tristram Shandy.
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* Texto do jornalista > Elias Ribeiro Pnto
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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Curso de Técnica Vocal com Cacau Novais


Na foto: a excelente cantora jazzista Cacau (entrevistada e homenageada)

De 23 a 27 de novembro - Curso de Técnica Vocal - para iniciantes com a cantora e arte-educadora Cacau Novais. As vagas são limitadas e as inscrições já estão sendo feitas no local.

Curso de Técnica Vocal para Iniciantes com Cacau Novais
Local: Editora Paulus
Rua 28 de Setembro, 61 - Campina
De 23 a 27 de novembro das 16 às 18hs
Informações: 3212 1195/ 8151 5910
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Voltas para casa

Depois de um dia inteiro de trabalho
voltas para casa, cansado.
Já é noite em teu bairro e as mocinhas
de calças compridas desceram para a porta
após o jantar.
Os namorados vão ao cinema.
As empregadas surgem das entradas de serviço.
Caminhas na calçada escura.
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Consumiste o dia numa sala fechada,
lidando com papéis e números,
Telefonaste, escreveste,
irritações e simpatias surgiram e desapareceram
no fluir das horas. E caminhas,
agora, vazio,
como se nada acontecera.
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De fato, nada acontece, exceto
talvez o estranho que te pisa o pé no elevador
e se desculpa.
Desde quando
tua vida parou? Falas dos desastres,
dos crimes, dos adultérios,
mas são leitura de jornal. Fremes
ao pensar em certo que viste: a vida,
a vida é bela!
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A vida é bela
mas não a tua. Não a de Pedro,
de Antônio, de Jorge, de Júlio,
de Lúcia, de Míriam, de Luísa...
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Tua casa está ali. A janela
acesa no terceiro andar. As crianças
ainda não dormiram.
Terá o mundo de ser para eles
este logro? Não será
teu dever mudá-lo?
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Apertas o botão da cigarra.
Amanhã ainda não será outro dia.
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*Poeta Ferreira Gullar
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Recado para os alunos da UNIBAN

Minissaia > se prende com os olhos.
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Na quinta-feira...

Não namore pra casar... Case pra namorar!

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(RF)
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O currículo do tímido e bonzinho > Chimbinha

ChimbinhaSem timidez para agredir.
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"Ele humilha os funcionários e parte para agressão", disse Juscelino Cibalde, ex-técnico de vídeo > do grupo Calypso.
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Apresentando-se na TV >> como o tímido anjo >>o cabano Chimbinha vira o diabo > quando contrariado.

O bom moço responde processo por agressão. Em 2007, o radialista Odair José prestou queixa na Delegacia Regional de Caruaru contra o guitarrista, que o teria esmurrado depois de um show do grupo em Pernambuco.
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(Fonte:Coluna Retratos da Vida > de Léo Dias > Diário do Pará)

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Quem diria...
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Geyse: A Maria Madalena do século XXI

Na foto: Geyse Arruda , de 20 anos, estudante de turismo

O n t e m

Geyse > foi hostilizada por colegas da Uniban (Universidade Bandeirante de São Paulo), no ABC Paulista, por usar um vestido curto (foto).
A estudante foi xingada por uma multidão no prédio onde estuda por causa do comprimento do vestido que usava. Acuada, Geyse se trancou em uma sala de aula e só conseguiu sair do prédio, vestindo um jaleco emprestado por um professor, com a ajuda da Polícia Militar.
O fato ganhou repercussão após vídeos que registraram o episódio terem sido colocados no site YouTube.


H o j e

A ex-estudante paulista Geyse Arruda, de 20 anos, recém expulsa e recém rematriculada na Uniban, está sendo sondada pela equipe da Playboy para fazer um ensaio à revista masculina.

Geyse afirmou que está avaliando a proposta. Além do ensaio, ela recebeu convites para entrevistas com Jô Soares, Miriam Leitão, Marilia Gabriela e uma exclusiva para Patrícia Poeta no Fantástico.

Em nota, a assessoria da revista relata que as negociações estão avançadas e há apenas um ponto de que a revista no abre mão: que Geyse comece o ensaio usando o famigerado vestidinho rosa muito curto.
(700 alunos e professores furiosos cercaram-na, chamando-lhe de "vagabunda".
Só protegida pelos policiais – forçados a usar spray de gás pimenta contra os estudantes mais excitados – a aluna conseguiu abandonar as instalações da Universidade.)
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Nessas notícias > é fácil perceber que a comicidade da administração escolar no Brasil faz o show da "tragédia da minissaia".
Alunos e professores ("machos bandeirantes da moral") revelaram-se filiados ao círculo (ou circo?) global das sociedades pós-modernas - decadentes e tão desumanizadas.
É a desinteligência sustentada, auto-sustentada e extra sustentada na micro educação escolar (e doméstica) de que está vestida a nossa sociedade.
Por trás das pedras jogadas em Geyse, existem mãos, cabeças de um submundo feito de raiva, rasgado e ferido, por tantas pedras em seus caminhos.
E nesses caminhos não existe alegria para ver as meninas que passam ... E perceber e absorver as coisas belas do mundo.
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(RF)
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Quinta(na) na Quarta-Feira

Foto: Poeta QuintanaArmindo Trevisan: "Quintana tematiza as coisas líricas da existência cotidiana. O seu mundo é pré-tecnológico, o mundo anterior à eletrônica e à informática, o universo das cidades em vias de metropolizarem-se."
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Tania Franco Carvalhal: " Em um só verso, em uma pequena historieta ou ainda em breves reflexões, Quintana comprova inclinação para o coloquial, para a palavra liberta de medidas, traços que indentificarão para sempre sua produção".

Passeio


"Oh! não há nada como um pé depois do outro..."

" O cotidiano é o incógnito do mistério."


"Com seus oo de espantos, seus RR guturais, seu hirto H, HORROR é uma palavra de cabelos em pé, assustada da própria significação."




"Desconfia dos que não fumam: esses não têm vida interior, não tem sentimentos. O cigarro é uma maneira disfarçada de suspirar".


"As folhas enchem de ff as vogais do vento".
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Quintana: é o desmascarador previlegiado de certos estados de ânimo, hipócritas ou travestidos de boas intenções.
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Feira Pan-Amazônica : Orgulho Desnecessário?

Hangar: Local da Feira
Para livreiro de Belém, a Feira Pan-Amazônica é um mal necessário
Wagner Alonso comanda uma pequena livraria em Belém, a Solar do Leitor, que atua, até para se manter no mercado, no concorrido setor de livros didáticos, mas reserva uma compacta seção voltada para o leitor que aprecia finos biscoitos literários. É costume encontrar por lá “fominhas” de livros, como Lúcio Flávio Pinto e Tenório Nascimento. Sobre a Feira Pan-Amazônica do Livro, que abre hoje, em Belém, sua 13ª. versão, Wagner comentou a respeito do evento em recente entrevista concedida ao jornalista Elias Ribeiro Pinto, publicada no Diário do Pará. Confira alguns trechos.

1 “Quanto à Feira Pan-amazônica, vamos participar pelo quinto ano consecutivo. Isso é uma vitória para nossas possibilidades. No primeiro ano levamos um prejuízo considerável, no segundo um pequeno, só no terceiro é que compreendemos como vender bons livros num ambiente de feira e alcançamos o equilíbrio. Ano passado tivemos algum lucro, mas é muito pouco. Se continuamos participando é muito mais para manter aberto um canal de comunicação com o público leitor do que para faturar com as vendas. Continuar participando com as contas equilibradas foi conseguido com muita teimosia e gestão, claro.”

2 “Acredito que uma das funções da feira é mesmo essa, a de canal de comunicação. Mas fico intrigado quando são publicados os resultados do faturamento do evento. Primeiro porque não consigo conceber uma fonte confiável para chegar ao número divulgado, depois tentando descobrir onde o dinheiro foi parar – só pode estar no caixa dos âncoras ou dos expositores, na maior parte de fora do Estado, que vendem de tudo que se parece com um livro ou um brinquedo educativo em verdadeiras piscinas de produtos. Se tivesse que oferecer uma resposta direta: como não temos mais tido prejuízo e divulgamos a livraria, participar da feira vale a pena sim. Mas no fundo encaro como um mal necessário.”
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3 “Este ano, em parceria com a Paka-Tatu, o investimento total de um espaço de 60 metros quadrados, incluindo todas as despesas, gira em torno de 25 mil reais. O metro quadrado de 2008 para 2009 aumentou cerca de 30% sem nenhuma justificativa. O leitor que frequenta o evento, muitas vezes pensa que o espaço é cedido para as livrarias. Não chego ao ponto de reivindicar isso, mas afirmo que podemos fazer algo muito bom, por menos.”
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4 “O Banpará cobrará uma taxa de 6% sobre as transações do Credi-Leitura, um programa do Estado de incentivo ao professor e alguns servidores para que adquiram livros no evento, e que significa a metade do faturamento de estandes como o nosso. É mais do que qualquer administradora de cartão de crédito comercial cobra, mesmo em vendas parceladas. É um banco do Estado, com funções sociais. Isso é um incentivo ao expositor? Mesmo com todas as atividades que não sejam o comércio de livros e que ocorrem antes e durante o evento, e que podem ajudar na formação de público leitor, na capacitação de professores e bibliotecários etc. Acho que poderíamos ter resultados melhores com outro modelo.”
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5 “Para ser breve, pergunte ao Estado quanto custa o evento. Sugiro que se imagine um novo evento com o corte de metade do orçamento. A metade economizada poderia ser investida da seguinte forma: um terço para capacitação de professores, bibliotecários e ações de formação de leitores; um terço em editais para publicação de livros para editoras locais (em diversas áreas de saber e com critérios bem delineados, exigindo contrapartida social inclusive); e um terço para compra de livros para as escolas e bibliotecas públicas através de livrarias locais (com informação pública sobre essas compras ou qualquer outro meio que combata o superfaturamento e a concentração das compras em poucos fornecedores).”
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6 “Agora imaginemos essa ação de forma contínua, ao longo de dez ou vinte anos. Em se tratando de mercado editorial, no mínimo teríamos livros de editoras locais sendo vendidos em livrarias do Brasil inteiro em igualdade de condições com as editoras de fora, além de um número maior de livrarias na cidade. Não estou dizendo que o Estado não investe no livro e na leitura. Mas entendo que os investimentos são equivocados, desordenados. Não existe uma política clara, consistente e com objetivos de longo prazo.”
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7 “A Feira Pan-amazônica é importante, estaremos presentes, acreditamos no evento e compreendemos seus aspectos positivos. Mas é preciso aperfeiçoá-la, e talvez isso passe por suprimir o “orgulho” de que se trata de um dos maiores eventos do livro no Brasil. Não vejo necessidade disso. Que isso seja entendido em nome da diversidade e do futuro, pois se um governo decide acabar com a feira, o que sobra para a cidade? Um grande evento a menos, o mercado de venda de livros didáticos, livrarias nos shoppings e meia dúzia de editoras lutando para lançar livros.”
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A Sinceridade Da Jornalista Vera Castro

* "No colunismo social não existem dificuldades e sim decepções.
É muito difícil lidar com o ser humano. Como não gosto de sorrir em público, sou tachada de grossa e antipática. É claro que essas coisas chegam aos meus ouvidos. Dou 3 chances. Na terceira, essas pessoas são cortadas do meu caderno. É como se tivessem morrido!"
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* " Mais da metade dos leitores não conhecem o colunista social e acha que nós temos o dever de registrar suas festas. Esquece do principal, que é agradecer. Raramente isso acontece. O muito obrigado é educação. Isso aborrece. Há personal de moda, de ginástica, devia haver um personal de boas maneiras."

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* "No jornal o Estado do Pará havia muito jornalista de fora que levava cada patada minha! Mesmo assim, a redação era a minha casa. Enfrentava todos os "bichos", mas gostava de todos eles. Até hoje sou a "tia" Vera. Acho que falta educação à imprensa. Ninguém quer ser contrariado. Falta humildade."
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* " As festas continuam glamourosas, porém, os convidados precisam se embelezar mais.
As mulheres precisam entender que todas as vezes que forem convidadas deverão ir perfumadas e bem trajadas. Não devem comparecer vestidas de qualquer maneira."
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*(Trechos da entrevista concedida à Ana Carolina Proença - Revista Top.)
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sábado, 7 de novembro de 2009

A Poesia de Dand M. > J.J. Paes Loureiro


"É uma poesia de atmosferas místicas, ainda que pisando o chão de um expressionismo muitas vezes sarcástico, mas, sempre cativo da leveza e bom gosto.
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Delicada, sutil, competente, contida, moderna, densa e lírica, a poesia de Dand M., se expressa por uma dramaturgia de alma inquieta, eixo do conflito quase místico de um ser desvelando verso a verso o seu agônico cotidiano.
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Desobriga-se de qualquer fetiche formalista, para exercer a integridade de forma incorporada em seus versos de lapidada e fina linguagem.
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Que os leitores saibam colher as Flores desta Campina, de Dand M. Pois foi para isso que o poeta as cultivou em seu coração inquieto."
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Eis-me aqui, atado a mim.
Posso sentir o coração de outrem
e o luar é como um poema sobre o Mundo.
Eis-me vil, o mesmo, enfim
libérrimo
pronto para o infinito
mais suspeito
mais sujo
mais belo...
Todo fumo que trago, todo amor
toda flor de plástico tem espinhos
e perfuma.
A dor que sinto seja o tiro.
Esta cidade não está pronta.
Sou seu esgoto
sua baía
seu poeta sem rosto.
Como poema empresta luz aos astros
e entra pela testa do mendigo
e exerga pelo único olho cego.
Como a lua dura sobre o vulto
e frequenta a solidão do palhaço
e me executa na Ocidental do Mercado.
Como Judas.
Como Ladrão.
Como Cristo.
Como a palavra escrita.
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O Corpo do Rio
O poema escrito no corpo do rio:
lânguido
benedito
vago de continentes.
Um peixe na linha do destino...
Falanges, lágrimas que se dobram
sílabas como traquéias
(uma canoa canoa)
para a margem, para o índio, para mim.
O poema no curral da manhã
a isca à espera da palavra
o risco do motor que ergue pássaros
homens crepusculados
açaizeiros despontando de toda a margem
do poema inteiro
do incorpóreo rio
do mercúrio refletido nas pedras
(e que índios mortos dançando em mim celebram)
como fosse o vinho do cálice
que ao poeta mira
bebe
e transborda...
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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

A 3a. Maior Feira de Livros Do País

Em Belém, hoje, no Hangar, começa XIII Feira Pan-Amazônica do Livro.
Um momento para ouvir, respirar, ver e sentir a literatura.
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Leia mais sobre a Feira: no caderno Por Aí > do Diário do Pará.
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Para o seu final de semana:
a hóstia do tempo.
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Até segunda, amigos leitores.
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Coisas que ninguém conta pra gente


Serviço 102(Informações).

Quando você precisa do serviço 102, isso lhe custa R$ 2,05. Agora, existe o concorrente que cobra apenas R$ 0,29 por informação: fone 0300-789-5900. Para informações da lista telefônica, use o nº 102030 que é gratuito, enquanto que o 102 e 144 são pagos e caros.
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*Correios*
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Se você tem por hábito utilizar os Correios, para enviar correspondência, observe que se enviar algo de pessoa física para pessoa física, num envelope leve, ou seja, que contenha duas folhas mais ou menos, para qualquer lugar/Estado, e bem abaixo do local onde coloca o CEP escrever a frase 'Carta Social', você pagará somente R$0,01 por ela.
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Isso está nas Normas afixadas nas agências dos correios, mas é claro que não está escrito em letras graúdas e nem facilmente visível.

O preço que se paga pela mesma carta, caso não se escreva 'Carta Social', conforme explicado acima custará em torno de R$0,27 (o grama). Agora imaginem no Brasil inteiro,quantas pessoas desconhecem este fato e pagam valores indevidos por uma carta pessoal diariamente?

*Telefone Fixo para Celular*
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Se você ligar de um telefone fixo da sua casa para um telefone celular, será cobrada sempre uma taxa a mais do que uma ligação normal, ou seja, de celular para celular.

Mas se acrescentar um número a mais, durante a discagem, lhe será cobrada apenas a tarifa local normal.

Resumindo: ao ligar para um celular sempre repita o ultimo dígito do número.Exemplos:9XXX - 2522 + 29X7X - 1345 + 5Atenção: o número a ser acrescido deverá ser sempre o último número do telefone celular chamado !

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O cara


Excêntrico, espaçoso e possessivo. Um ser militante do ócio: não cria, não ensina, rejeita desafios. Boto cínico, tralhoto, traíra.
É o Che Viagra. O “orgasmo” da cidade.

Ataca (prefencialmente) mulheres que trocam de maridos e moram sozinhas, que dizem palavrão, que enfiam o biquíni dentro do fiofó . E faz proselitismo de seus hábitos sexuais e ama os que entregam intimidades na mídia.
Cara de happening. Um pária no meio cultural. Um especialista na mentira. Profissional do copo (passa horas tomando uma só dose de Red). De educação só gestual: não sabe segurar um garfo. Tem multidões de desafetos. Grita seus ódios e murmura suas admirações (é fã do Bin Laden).
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Primeiro Adão (no paraíso das mangueiras) a perceber a força da imagem: sempre vestido de preto e com os dentes branqueados.
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Aqui, descobriu o céu (sem limite) e o arco-íris político.
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Ele tem nome na praça, contatos e tempo de sobra. Não veio ao mundo para ser ignorado. Foi parido na polícia. Em suas conversas sempre repete:- no meu, não.

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Você o conhece?
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(RF)
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Tão perto > Tão longe


A praia bucólica de um mar verdíssimo.
Os pensamentos no sítio amoroso...
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Para sempre Verequete


No canteiro do meu peito,
despetalou-se uma flor
e para estancar o pranto,

do meu peito imerso em dor,
fiz do verbo um ramalhete
neste adeus a Verequete,
nosso mestre en/cantador!
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Verequete da Coluna,
Verequete do Pará,
teu canto é o canto do povo
e ao tempo resistirá!


Segue com Deus, Rei-menino,
pois cumpriste o teu destino
que o igualou-te ao sabiá!
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Escrevi este bilhete
nas asas de um passarinho
com tintas de amor e paz,
com devoção e carinho.
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Adeus, caboclo bonito,
que o povo ao lembrar teu grito,
há de seguir teu caminho!
Despertaste em nós o orgulho
tribal dos nossos avós,
o encanto e a força da raça
expressaste em tua voz.
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Segue em paz, Rei dos Tambores,
pois aonde quer que fores,
estarás sempre entre nós!
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Poeta Antonio Juraci
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A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.

Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!

Agora é tarde demais para ser reprovado.

Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.

Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.

Desta forma, eu digo:
Não deixe de fazer algo que gosta, devido à falta de tempo,
pois a única falta que terá,
será desse tempo que infelizmente não voltará mais.'
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Poeta Mário Quintana
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ainda ontem mal abria os olhos
a luz que me acordava não era
a das manhãs
fundia as noites na metalurgia dos dias
no perímetro das curvas
nos vãos das vãs promessas
raramente cumpridas
depois da cama
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*poeta josémariaLealpaes

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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Na chuva de Novembro

Agora, aqui a cidade é mais água. Sem cor, melancólica, distraída.
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No guarda-chuva que ela carregava escondia-se o rosto da interrogação do qual não se tirava uma palavra, mas no seu caso pelo que se vê (na foto)a chuva se aliava ao seu segredo.
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(Que segredo ela teria, afinal, para conseguir a confiança da chuva da tarde ?)
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O olhar dirigido ao nadadiz muito mais.
"As pessoas se parecem mais com o seu tempo do que com seus pais".(Adágio árabe)
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O leitor > concorda?
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

São Raimundo: A Vitória da Raça Paraense

O São Raimundo não fez milagre.
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É a consciência de que aqui se joga futebol com os pés caboclos calçados na lucidez. Com jogadores que não caem nos abismos dos cartolas (azulinos e bicolores) narcisistas.
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O São Raimundo fez um trabalho competente, que consola os torcedores (de Belém)apaixonados pelo futebol e nos reconcilia com o orgulho papa-chibé.
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Os santarenos cruzaram a borboleta do estádio
para não errar um chute pensado...
Para driblar tanta espera...
E dar o passe sonhado
Para o grito do gooooollll real.
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Parabéns Santarém!!!
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(RF)
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domingo, 1 de novembro de 2009

Tapete vermelho no sertão



Duas imagens recentes mostram como o Brasil e os Estados Unidos reverenciam o poder de formas diferentes.

A primeira, dos EUA, foi publicada pelos jornais no último domingo (11.out.2009). Mostra o presidente norte-americano, Barack Obama, reunido com sua equipe. É de autoria de Pete Souza, fotógrafo da Casa Branca.

A outra imagem é no sertão de Pernambuco. Mostra um tapete vermelho sendo estendido para a chegada do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. De autoria de Evelson de Freitas.
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Qual é a diferença entre essas duas imagens?
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Na reunião do presidente dos EUA, várias pessoas (Barack Obama, inclusive) usam canetas esferográficas ordinárias, dessas descartáveis.
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À mesa, garrafinhas de plástico com água.
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Algumas pessoas têm à sua frente aqueles indefectíveis copos de papelão tampados (possivelmente com o horroroso café que se toma por lá).
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Há assessores com latinhas de refrigerantes, sem copo.
Em resumo, nada daqueles garçons com paletós brancos (em geral, com as bordas encardidas) servindo cafezinho e água em louça personalizada .
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Na segunda foto, a imagem é autoexplicativa.
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A cena estapafúrdia parece ter saído de um livro de realismo fantástico escrito por Gabriel García Márquez.
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Um tapete vermelho para o presidente naquele ambiente chega a ser ofensivo ao próprio Lula.
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Em resumo, a forma como o poder é tratado e se apresenta é um traço marcante do caráter e do estado de espírito de um país.
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"Belém do Grão Pará"



O Grupo de Teatro Vivência em comemoração aos seus 30 anos, apresenta o espetáculo "Belém do Grão Pará", uma livre adaptação da obra de Dalcídio Jurandir, que completaria 100 anos em 2009.
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O espetáculo conta a história da família Alcantara, que era regada a luxo no largo de Nazaré, e ao longo dos anos passa por uma grande decadência decorrente a queda da borracha e do Senador Antônio Lemos - passando a morar na Gentil Bittencourt 160.
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A família tenta viver das aparências, mas isso não dá muito certo. O espetáculo é composto de 10 atores, das quais fazem a platéia dar boas risadas.
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Os atores repassam a cultura paraense, como o Círio de Nazaré e citam os pontos turísticos da nossa capital na época, enfatizando o pequeno personagem Alfredo que veio para Belém estudar e conhecer a cidade e se aventurar com os amigos "Antônio" e Libânia.
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Obra: Dalcídio Jurandir
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Texto / Livre adaptação: Alcir Nunes e Michel Gomes
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Direção: Raimundo Pirajá
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Data: Sexta (06/11), Sábado (07/11), às 20h. Domingo (08/11),às 19h.Local: Teatro Waldemar Henrique (Praça da Repúplica)Ingresso: 10 reais (Com meia entrada).

Informações:
Vanessa Fortes
Assessora do Grupo de Teatro Vivência
(91) 8218-6033

Raimundo Pirajá
Diretor
(91) 8167-5871

Silvio Sá
Tesoureiro
(91) 8207-0426
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Finados, Festa dos ViVos

1 de Novembro:não sei de dia em que menos sentidamente se possa homenagear os mortos queridos ou conhecidos do que este de hoje, que precisamente, lhes é dedicado.
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Por certo que a instituição de Finados teve a inspirá-la os melhores e mais puros propósitos. Quando os vivos tinham tantos dias a fazer com que os corações lhe transbordassem de alegria, era justo, era certo e profundamente humano que se dedicasse um dia ao culto dos mortos.
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Impunha-se que estes não mergulhassem definitivamente no esquecimento, quando, muitos, tinham deixado tanto de si para serem lembrança permanente.
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E, mais que esses, havia os que nada deixaram, aqueles cujos nomes e cujas ações de pronto se apagaram quando se apagou o último sopro de suas vidas. Vidas que nem chegaram a ser vidas, inexpressivas, inúteis, inglórias...
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Tanto como os outros, esses mereciam também uma oração, uma palavra de saudade, uma prece para que mais claros lhes fossem os caminhos da eternidade.
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O Dia de Finados deve ter sido instituído para isso.
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Mas, sinceramente, mudaram inteiramente tudo quanto se pudesse ter como verdadeira essência da instituição.
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Finados deixou de ser, assim, o Dia da Saudade, o dia de se reverenciar os mortos, para se transformar em mais uma festa dos vivos.
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Vai-se ao cemitério e o que menos se pode ter, ali, é um instante para recolhimento, uma pausa para meditação na incerteza da vida, ou na certeza da morte.
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Em derredor, tudo será alacridade, barulho, festa. E até música, a música dos pregões, dos garotos correndo, serpenteando entre a multidão, taboleiros na cabeça:
- Areia! Areia! Que não pode arreia!
E risos espoucando no ar, celebrando encontros festivos:
- Há quanto tempo, compadre? Que é feito da senhora? E "seu" Juca, que tal, melhorou?
Ou então:
- Menina, não esperava te encontrar! Vieste só? E o teu? Vocês estão brigados?
- Estamos, sim. Nem te conto a "bronca" doida que deu aquela festa...Mas, eu, hein, nem tô ligando. Ele que se roa pra lá...
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Transformaram o Finados. Aqui fora, rente às grades do cemitério, a mesma festa. Pregões diferentes, velas de cera, "sorrisos de Maria", rosas, refresco de ananás, cachorro quente...
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Não, positivamente, não. Os vivos tomaram o dia, aos mortos.
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Melhor rezar em casa, por estes e levar-lhes, segunda, algumas rosas, umas poucas velas, evocando-os piedosamente, saudosamente, diante de seus túmulos, quando, inclusive, da festa de hoje reste, apenas, a lembrança melancólica do que tenham os "ratos" de cemitério levado, "raspando" cera, flores, coroas, crucifixos, mármores, bronzes, tudo, tudo...
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Texto do inesquecível > cronista Nilo Franco.
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