terça-feira, 19 de maio de 2009

Vicente Cecim

O escritor Vicente Franz Cecim, gerente de Artes Literárias do Instituto de Artes do Pará (IAP), ministra, nos dias 26, 27 e 28 de maio, de 18h às 20h, o seminário “Paisagem Interior: Processos Criativos em Literatura e Vida”, no qual vai abordar os processos criativos na arte e sua aplicação na vida. A experiência de Franz Kafka (1883-1924), as práticas do Zen e a criação do Homo Ludens serão os temas explorados durante o seminário, que será realizado no Auditório do IAP (Nazaré, ao lado da Basílica) e tem entrada franca. Informações: 4006-2908/ 2945.
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segunda-feira, 18 de maio de 2009

O tremular de tua saia no vento


quando tiver morrido
ouvirei ainda
o tremular
de tua saia no vento
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alguém que leu esses versos
perguntou: "mas como?
o que ouvirás? que tremular?
que saia? que vento?
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disse que se calasse
que se sentasse à mesa comigo
que bebesse meu vinho
que escrevesse estes versos:
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"quando tiver morrido
ouvirei ainda
o tremular
de tua saia no vento"
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* Poeta (argentino) Juan Gelman
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Lia Sophia

domingo, 17 de maio de 2009

Érica Maria


A expressividade no canto de Érica Maria é algo que em breve vai despertar a atenção de um público sensível e ávido por boas novidades.
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Érica chegou vestida de canções e respirando arte por todos os poros. Ela canta cenicamente! Tem domínio milimetral do palco. Seu canto revela uma voz suave e que sabe usar os melhores recursos vocais. Possui uma musicalidade cheia de cumplicidade com outras expressões.
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Érica tem personalidade artística! Está chegando numa safra que revela nomes como Chico Limeira e uma juventude que está, silenciosamente, revolucionando a cena musical paraibana. Percebe-se que se trata de uma artista em busca da melhor consistência da sua própria arte. E sabe que isso passa por um repertório bastante apurado. 
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Um processo, aliás, que revela um outro talento que se impõe pela beleza das canções, o compositor Eugênio Cruz (junto a uma leva de bons músicos).

*Poeta paraibano > Lau Siqueira.
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sexta-feira, 15 de maio de 2009

Uma pergunta na Sexta...

- Que quê tá olhando?
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Cultura Pai D´égua

Igreja de Santana
Cultura Pai d´égua bate-papo sobre o papel dos museus nesta sexta (15)

O papel dos museus na sociedade atual é um dos pontos de discussão do programa Cultura Pai d´égua desta sexta-feira, dia 15 de maio, ao vivo, na TV Cultura do Pará. Os convidados desse bate-papo com o apresentador Roger Paes são Antônio Smith, presidente do Museu do Marajó, e Renata Maués, diretora do Sistema Integrado de Museus e Memoriais (SIM).
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No quadro Palavra Ivald Granato, artista plástico fluminense, que está de passagem por Belém, fala da técnica de impressão de imagens feita com matriz de pedra, conhecida como litogravura. No Experiência a reportagem foi ao Museu do Círio conhecer o Pontão de Cultura, que enfrenta o desafio da exclusão cultural de jovens e adultos no Estado por meio do projeto “Acorda”. O Anonimato com Silo Simões mostra o origami - antiga arte da dobradura de papel. 
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O programa vai mostrar ainda o Ensaio com João Veloso, restaurador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que explica o processo de restauração da Igreja de Santana, construída no século XVIII pelo arquiteto José Antônio Landi e que fica na Cidade Velha, em Belém.
O Destaque da Agenda para este final de semana é a estréia do espetáculo “Catolé e Caraminguás”, da Companhia In Bust de Teatro com Bonecos. 
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Serviço: O programa Cultura Pai d´égua vai ao ar toda sexta-feira, das 21h às 22h, ao vivo, e é reapresentado aos domingos, às 19h, na TV Cultura do Pará. Sugestões você pode enviar para: paidegua@funtelpa.com.br. Fone: (91) 4005 7740/4005 7764. 
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Feijoada do Atitude

terça-feira, 12 de maio de 2009

Pra quem não tem uma Juliana >> não é castigo...


A cidade de Trieste, situada ao nordeste da Itália, revive a partir de hoje as tradições do Império Austro-Húngaro ao reabrir uma praia separada de olhares indiscretos na qual homens e mulheres se bronzeiam e nadam separadamente, informa a imprensa local.
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O local de banho conhecido como El Pedocin recuperou as cores do século XIX: branco para o muro divisório da praia e azul para as janelas e portas do balneário.
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Os homens ficarão à direita e as mulheres e as crianças à esquerda, como se fazia na época do Império, e só poderão se encontrar adentrando no mar e superando as boias separadoras e apoios flutuantes para nadadores cansados.
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O prefeito de Trieste, Roberto Dipiazza, inaugurou o balneário no qual investiu 300 mil euros para recuperar "o antigo esplendor" da época do imperador Francisco José da Áustria e Hungria.
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segunda-feira, 11 de maio de 2009

The Bed Book


O Teatro dos Pássaros Juninos

Foto:Adenor Gondim
O Instituto de Artes do Pará (IAP) realiza em maio uma intensa programação voltada ao teatro dos pássaros juninos, uma das mais tradicionais manifestações culturais do Estado.
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A programação, intitulada "Transmissão do Saber-Fazer do Teatro dos Pássaros Juninos", vai proporcionar a formação e o aperfeiçoamento de artistas e brincantes dos cordões e grupos teatrais juninos, por meio de encontros e práticas culturais, sob a inspiração da estética e do conteúdo do teatro de pássaros e bichos.
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O projeto objetiva colocar em cena, como protagonistas do processo, os criadores/produtores artísticos desta opereta popular contemporânea. A programação começa nesta terça-feira, dia 12, às 14h, e segue até o dia 2 de junho, mês dedicado também a esse folguedo representativo da teatralidade popular paraense.
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Confira a programação:

Dia 12/05, terça14h – Aperfeiçoamento das técnicas de bordados17h –

Relato da pesquisa “Um olhar por dentro da brincadeira”, de Olinda CharoneDias 16 e 17/05,
sábado e domingo19h – Espetáculo “Iracema Voa”, com Ester Sá, na Sala de Dança. Entrada franca.
Dia 18/05, segunda14h – Socialização das experiências por integrantes dos grupos18h – Espetáculo “Iracema Voa”, com Ester Sá, na Sala de Dança, exclusiva para brincantes dos cordões de pássaros e bichos.
Dia 26/05, terça14h – Socialização das experiências por integrantes dos grupos17h –
Troca de ideias “Quem é o caçador que pode matar o Pássaro Junino?”, com João de Jesus Paes LoureiroDia 02/06, terça14h –
Mostra dos resultados dos bordados17h –
Troca de ideias “Sujeito-Objeto-Produto”, com Aníbal PachaSERVIÇO: "Transmissão do Saber-Fazer do Teatro dos Pássaros Juninos".
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De 12 de maio a 2 de junho, no Instituto de Artes do Pará (IAP), com encontros, oficinas, debates e apresentação do espetáculo "Iracema Voa", de Ester Sá.
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Entrada franca. Informações: 4006-2908/ 2945.

"Breve Depoimento: Amazônia, Ano Zero : José Otávio Pinto

Cem anos de cinema - este universo estético, vasto e complexo, que já foi capaz de oferecer a nós, seres humanos do último século do segundo milênio ocidental, em meio a uma grande quantidade de fitas pouco, pouquíssimo, ou nada significativas, um número expressivo de filmes de considerável, em maior ou menor grau, valor artístico cultural.
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Uma entidade estética ampla e profundamente fecundada pelos perceptos e afectos - para usar a terminologia de Gilles Deleuze, um dos mais brilhantes ensaístas filosóficos e estetas deste século - expresso nas obras de autênticos gênios cinematográficos, como Jean-Luc Godard, Robert Bresson, Luís Buñuel, Frederico Fellini, Friedrich Wilhelm Murnau, Orson Wells, Ingmar

Bergman, Michelangelo Antonioni, Charles Spencer Chaplin, Alfred Hitchcok, e vários outros (mais um vinte ou pouco mais que isso), cineastas do mesmo, precioso, estofo criador.
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Cem anos de cinema, e o cinema amazônico continua, um zero absoluto (Não interessa, no momento, esmiuçar as causas econômicas e político-culturais da inexistência de um núcleo cinematográfico regional, produtor e realizador de filmes de longa e curta metragens, mas apenas para registrar a negatividade do fato, que é a ausência do cinema amazônico).
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Há exceções solitárias, mas mesmo estas são raríssimas. Só dois filmes e ambos feitos por um cineasta alemão, Werner Herzog:
Aguirre, a Cólera dos Deuses e Fitzcarraldo. E há, também, o caso único de um terceiro longa metragem - este, realizado aqui no Pará - de bom nível: Iracema, de Jorge Bodanzky e Orlando Senna.
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O resto é, infelizmente, constituído de filmes que não apenas têm muito pouco valor, ou são mesmo totalmente insignificantes (ruins, medíocres, péssimos), como, em diversos aspectos, desrepeitam e deturpam características fundamentais e grandes valores culturais específicos da Amazônia.
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O cinema amazônico ainda está por nascer.

E, certamente, algum dia surgirá - como, há mais de trinta anos, apareceu, no Brasil, o Cinema Novo, esse importante movimento que, entre numerosos diretores de maior ou menor talento,revelou, a este país e ao mundo, pelo menos um cineasta realmente extraordinário: Glauber Rocha.
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Um dia haverá - e tomara que não muito distante! - em que de fato, começar-se-á a realizar, nesta imensa Amazônia, tão rica arquetípico-mitologicamente um trabalho amplo, fecundo e esteticamente bem dimensionado de expressão cinematográfica do grandioso tesouro simbólico, metafórico, ficcional desta região, que aguarda, impacientemente, o instante sublime de esplendor na tela.
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(Publicado na Revista Asas da Palavra: do curso de Letras/Departamento de Língua e Literatura da Unama.1995.)
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domingo, 10 de maio de 2009

Todas As Suas Traduções

É o show que Fidélia Cassandra apresentará, nesta terça-feira, dia 12/05, às 21 horas, na Picanha 200.
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O show faz parte do Projeto Autoral idealizado por Abdon Napy
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No repertório 16 músicas compostas pela cantora e compositora campinense em parceria com os músicos Fábio Dantas, Geraldo Pinto e Sinédei Moura.
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Na banda os músicos Pedro Miguel (violão), João Miguel (baixo), Kamilo (baterista), Guilherme (guitarra).Participação especial Fábio Dantas (teclado), Sinédei Moura e Fernando Araujo (Trompete).
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Durante o show será gravado DVD para divulgação na TV Itararé.
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sexta-feira, 8 de maio de 2009

O mal verdadeiro, o único mal, são as convenções sociais e as ficções socias, que se sobrepõem às realidades naturais.

Poeta Fernando Pessoa

Maria Lidia & Olivar Barreto


Às mães


às mães
(as queridas, as esquecidas)
ao que delas em nós pulsa e se expande


josémariaLealpaes
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A poesia de Tania

Tania Montadon
Sofro da voz que não me dita:
- Deves fazer isto e não aquilo...
Sofro da liberdade bendita
Que não deixa meu erro tranquilo
Sofro da dor que não escolhi
Aquela que me impuseram

com força

Sofro dessa dor pela qual agradeci



E agradeço ainda pela moça dor
Sofro do desalento de usufruir



Desse presente doído
O qual agarro pra não escapulir

Sofro desse esforço de viver comigo e contigo
Sofro pelo malogro soberbo de querer retribuir
O dom de ter consciência e ter nascido

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Tania Montandon nasceu em Uberaba em 1978, é autora do livro de poesias Viagem ao Léu pela editora Armazém de Idéias, participou da Antologia Digital de Blocos Online VIII, participa de outra antologia pela Usina de Letras com duas poesias que ainda não foi publicada, está com um livro (pronto) Pensando HumanaMente.

É graduada em Psicologia e participa de sites na web publicando artigos soltos de psicanálise, psicologia, atualidade, poesias, contos e crônicas. Portadora de transtorno esquizoafetivo, encontra na arte, na literatura e na filosofia a alegria do encontro de subjetividades mais humanas e menos contaminadas pelo estigma e hipocrisia da sociedade moderna atual.
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IvAnA


* O canto emocionado de Ivana > todas as terças (20:30 hs) no palco do Spazzio Verdi.
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quinta-feira, 7 de maio de 2009

Ferreira de Castro :a escrita à luz de um candeeiro

Ferreira de Castro


* Na Pequena História de "A Selva" que Ferreira de Castro escreve para a edição comemorativa de 1955, afirma que " a maior parte desta obra foi escrita à luz difusa de um candeeiro, como se eu a escrevesse realmente na selva, numa dessas barracas perdidas nas imensas solidões".
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Nesta pequena mostra já tem 3 palavras mais recorrentes do romance: "luz", "selva" e "solidão", a elas se deve acrescentar "verde", "escuro" e "cachaça".
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"A Selva" é o romance da decadência da borracha:
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"Mesmo na sua decadência, era ainda a borracha que movia tudo aquilo (...) e à borracha começa Alberto a sentir-se também incorporado, com uma sensação de fábula, agitado de curiosidade e temor.
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Mas é também o romance da traição:
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"Um dia, porém, a hevea brasiliensis, desdobrara a sua nacionalidade, entregando também a seiva enriquecedora em terras do Ceilão".
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"Tudo selva, selva por toda parte". O autor registra o dia a dia da viagem de Belém até a Manaus pelo labirinto das águas: "cada curva se parecia com outra curva, cada recta com a rectaantecedente onde não existiria barraca ou cidade, o espírito quedava-se, perplexo, a formular a pergunta íntima: Já passei aqui ou é a primeira vez que passo aqui?"
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A Selva se lhe impunha: uma verdadeira litania da floresta que entremeia com os acontecimentos."Pelas quatro paredes da barraca entravam lâminas de luz, que se cruzavam sobre ele, como numa alegoria teatral".
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É como se o autor inscrevesse sobre o corpo de Alberto, através da luz, as incisões feitas na seringueira para obtenção do látex. Mais marcante que essa imagem só o sacrifício de Maibi, protagonista de um conto de Alberto Rangel em "Inferno Verde"
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"A selva tinha mil olhos ameaçadores"
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Não é um lugar de meditação como os bosques da Europa;"a selva era agora, um jogo fantástico", onde nem sempre o caçador era o caçador e a caça o alvo.
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A selva como personagem principal do romance de Ferreira de Castro:"A selva não perdoava quem pretendia abrir os seus arcanos".
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A rotina dos seringueiros era transformada pelo sábado:
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"Início de pausa no labor, e os legionários da selva começavam já a chegar, trazendo às costas a serrapilheira vazia e, no ombro, enfiada num pau, a bola de borracha colhida durante a semana".
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Ao trabalho insano se junta a alegria avara com a festa que é descrita:
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"...Quando lhes faltaram as mulheres, ligaram-se entre eles, para o rodopio voluptuoso. Eram vultos de lanterna mágica na luz vaga e oscilante do farol.Formas indecivas que se movimentavam na sombra, tendo de nítido apenas as cabeças com seus lábios úmidos de luxúria".
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A Selva era bela, majestosa, mesmo deslumbrante:
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Uma beleza trágica "...monotonia; e os anônimos desbravadores iriam caindo" inexoravelemente, sob as febres palustres, traspassados pelas flechas envenenadas, desvairados pela ausência de amor.Escravos, pobres miseráveis, ali onde a natureza erguia as suas mais fastigiosas pompas!"
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A morte de um seringueiro e um índio, faz Ferreira de Castro transpor o enredo para incursionar pela história:
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"Este rio já teve dois romances. Um, foi a construção da estrada de ferro Madeira Mamoré. Levou quase meio século a fazer-se. Os homens chegavam e as febres zás! matavam eles.Morriam às centenas. Alguns trabalhadores que fugiam, temendo as razões, eram mortos também pelos índios de lá, que são de outra tribo. As companhias faliam e o material ficava a apodrecer. O dinheiro que se gastou naquela estrada de ferro dava para fazer uma vinte vezes maior.
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O outro romance foi a tentativa de Rondon para civilizar os parintintins, sem empregar violência".
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*Publica o livro em 1930. Ferreira de Castro se projeta literariamente.
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A Selva, "exalava uma poesia forte, verde e cálida. Não é portanto, apenas o "drama dos homens perante as justiças de outros homens e as violências da natureza, estava destinada a ser, desde o princípio ao fim para o seu próprio autor, uma pequena história, uma pequena parcela de dor humana, dessa dor que nenhum livro consegue dar senão uma pálida sugestão".
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Permanece a imagem do lampião:
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"A luz do farol ia diminuindo ao longe, pequena, estática, um ponto único e vermelho na noite da floresta um ponto final da minha vida ali".
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A Selva tem a gênese nesta luz.Como diz Bachelard:"Onde reina um lampião, reina a lembrança".
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J.Arthur Bogéa > Asas da Palavra > * de maio de 1998.
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Todo todo é menor que a menor parte,
muitos mundos cabem num avelã.
Não há dia que não morra numa tarde,
nem noite que não se acabe em manhã.

*Poeta carioca > Paulo Henriques Britto
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A música > para reverter destinos

* Desde o encantamento do maestro israelense Zubin Mehta com os resultados do trabalho de inclusão social pela música em Heliópolis,
amplia-se no mundo a percepção de que os projetos socias
também podem alcançar bons resultados artísticos.
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* À miséria é à desigualdade tão típicas do Brasil contrapõe-se o reconhecido talento musical
para atividades musicais,
com força suficiente
para reverter destinos.

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Memória da Loucura


Memória da Loucura e Programa de Volta para Casa
Aporta em Belém, a história da Psiquiatria no Brasil

O Centro Cultural da Saúde (CCS) no Rio de Janeiro, uma unidade da Coordenação Geral de Documentação e Informação (CGDI) do Ministério da Saúde, traz para o Museu Histórico do Estado do Pará (MHEP), entre 7 de maio e 7 de junho de 2009, a mostra Memória da Loucura e a exposição fotográfica Saúde Mental: Novo Cenário, Novas Imagens - Programa de Volta pra Casa.
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Após percorrerem desde 2001, cerca de 15 cidades no Sul, Sudeste e Nordeste do Brasil – a mostra Memória da Loucura já atingiu um público de mais de 50 mil pessoas e a partir de 2008, agregou nesse circuito a exposição alusiva ao Programa de Volta pra Casa.
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Em sua primeira incursão pela Região Norte, esse importante evento chega ao estado do Pará com o objetivo de ampliar o debate sobre a Reforma Psiquiátrica, mobilizar profissionais, gestores, usuários e familiares e dar visibilidade aos novos paradigmas da Saúde Mental no Brasil junto ao público.
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Memória da Loucura
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A mostra apresenta os 157 anos da história da Psiquiatria no Brasil. Documentos, personalidades relevantes, depoimentos de usuários, familiares e especialistas; as influências estrangeiras, que retratam erros e acertos das práticas psiquiátricas, marcadas por isolamentos e terapêuticas repressoras e desumanas.
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Conta ainda com uma instigante vídeo-instalação denominada panóptico e apresenta uma peça tridimensional em madeira, contendo em seu interior uma camisa de força. Um módulo com fotografias inéditas do século XIX, além de uma rica coleção com 76 vídeos oriundos de diversas instituições de saúde, ensino e pesquisa.
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Programa de Volta pra Casa
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A exposição fotográfica Programa de Volta pra Casa, parceria entre o Programa Nacional de Humanização (PNH), Coordenação Nacional de Saúde Mental e na itinerância com o Centro Cultural, leva ao visitante um recorte geográfico da história da Saúde Mental no Brasil.
Por meio de textos e fotografias, a mostra relata os antigos métodos terapêuticos que eram utilizados no hospital psiquiátrico de Barbacena, Minas Gerais e o registro do cotidiano nas atuais residências terapêuticas, um documento vivo sobre o novo modelo de assistência que está em implementação.
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O evento reflete que a mudança do modelo de atenção aos portadores de transtornos mentais, é uma história de desafios e que atende a usuários egressos de longas internações. A sociedade hoje se empenha em reescrever essa trajetória, tornando realidade a Lei Antimanicomial.
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O Centro Cultural da Saúde, além das exposições presenciais e itinerantes, também disponibiliza acesso virtual permanente às mostras, por meio do sítio
http://www.ccs.saude.gov.br/ .

SERVIÇO
Exposições Memória da Loucura e Programa de Volta pra Casa
Período: 07 de maio a 07 de junho de 2009.
Local: Museu Histórico do Estado do Pará
Palácio Lauro Sodré, Praça D. Pedro II, s/nº, Cidade Velha,Belém, Pará.
Tel.: (91) 4009 9835 ou 4009 9830
Email:
museuhistoriodopara@yahoo.com.br

MAIS INFORMAÇÕES
Centro Cultural da Saúde (CCS)
Assessoria de Comunicação Social
Tel.: (21) 2240 5568
Telefaxes: (21) 2240 2813 ou 2240 2845
Email: ccs.saude.gov.br ou
claudia.ferrari@ccs.saude.gov.br
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Polichinello & não lugar :novas edições

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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Recital Cidadão


Arte no Theatro da Paz > Leonora Brito

O palco

História artística do Theatro da Paz vai de Carlos Gomes a Ballet Kirov, passando por intérpretes e compositores paraenses do mais alto gabarito.
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Já era tempo de a Província do Grão-Pará ter uma casa de espetáculos. Porque o Teatro Providência, que recebera tantas companhias itinerantes e acolhera um público ansioso por diversão - o velho Providência, em 1872, ardera quase todo em chamas.
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Recomposto superficial e sumariamente, o teatrinho Providência ainda por vários anos receberia troupes de fora e grupos locais, sendo ali como que a germinação de um futuro teatro paraense, apresentando o colorido de grupos pastoris, recitais de poesias, concertos do clubes Mazart, Verdi e Sociedades Musicais, enquanto a lenta burocracia não entregava ao povo o novo Theatro Nossa Senhora da Paz.
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Os espectadores, que eram os cidadãos mais abastados da Província, nas noites de espetáculo acorriam ao pequeno prédio de madeira, levando seus criados, uns a clarear as ruas do percurso com archotes, outros a carregar cadeiras e bilhas com água para que seus senhores pudessem aplaudir o que iria acontecer no palco tosco, á luz de lampiões de óleo de andiroba.
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A lágrima e riso se alternavam nos dramas e farsas, juntamente com o boquiaberto espanto ante a representações circenses de contorcionismo de malabaristas e truques de engole-fogo. As óperas Trovador, Rigoletto, Macbeth de Verdi e Barbeiro de Servilhai de Rossini eram apresentadas de maneira adaptadas às condições da casa. Essa era o menu que o Teatro Providência apresentava, sacudindo a quietude de uma população ainda sem gosto artístico definido.
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15 de Fevereiro de 1878. Noite de gala. Inauguração do Theatro Nossa Senhora da Paz, de pois Theatro da Paz. A festa de abertura foi montada pelo empresário pernambucano Vicente Pontes de Oliveira, contratado pelo governo municipal para exercer, durante um ano, a direção dos espetáculos no teatro a ser entregue aos paraenses. O maestro maranhense Francisco Libânio Colás, incumbido de organizar uma grande orquestra para tocar nessa noite, arregimentou músicos de quatro bandas para o evento no novo espaço.
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A peça de estréia foi o drama de A. D'Ennery, As sociedades como a Phil'Euterpe, Lyra Paraense de Santa Cecília e o conservatório Dramático Paraense já movimentavam o perfil artístico da Província. A sociedade estava sendo progressivamente preparada para realizar os seus momentos de arte com pessoas da terra. Durante dois anos o público continuaria a ver nesse teatro, grupos membembes com apresentações de cunho farsesco e dramas de conteúdo lacrimoso.Na verdade a acústica excelente, o interior luxuoso, a arquitetura original que introduzia o prédio logo ao nível da rua, sem intervenção de escadaria externa, davam ao teatro um encanto todo próprio e a sociedade começava a entender que o novo ambiente deveria transmitir muito mais do que dramas de gosto incerto e bailes de carnaval.
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Em 1880 chega a Belém a Companhia Lírica Italiana de Tomas Passini. Apresentou Ernani, de Verdi. Trazia como regente da orquestra o maestro Enrico Bernardi, largamente conhecido nos palcos europeus.Nesse mesmo ano O Guarani teve sua estréia no Teatro da Paz, com regência de Enrico Bernardi. Era a primeira ópera de autor brasileiro com assunto nacional. Delírio na platéia, mesmo que Carlos Gomes não estivesse presente.
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No ano seguinte em 1881, o público aplaude Henrique Gurjão na estréia de sua Idália, primeira ópera de compositor paraense, sob regência do maestro Cimini. Foi uma verdadeira consagração.Em 1882 ouve-se novamente a música de Carlos Gomes no Teatro da Paz, desta ves com a presença do Maestro campineiro.
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A ópera é Salvador Rosa, regida por Enrico Bernardi. É conhecida a grandiosa homenagem que o Pará prestou ao genial compositor. Flores, fitas com o nome do maestro em fios de ouro, marche flambeaux, poesias, cobertura intensa dos jornais, homenagem dos músicos e poetas locais, ovações prendendo ao palco o vitorioso compositor de O Guarani.Em 1890 José Cândido da Gama Malcher estréia no Theatro da Paz sua ópera Bug Jargal e em 1891 Ettore Bosio leva a cena O Duque de Vizeu. Helena e Ulysses Nobre apresentam-se nesse palco, em 1906. Ela canta Mia Picirella, da ópera Salvador Rosa.
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Em 1908 houve o fechamento do Instituto Carlos Gomes. É então que João Pereira de Castro, José Domingues Brandão, Cincinato Ferreira de Souza e Ettore Bosio agrupam professores e alunos, passando à história como os reorganizadores do Instituto.
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Maria Helena Coelho Cardoso, aluna dessa segunda fase viria a ser uma das glórias do canto lírico no Pará, com belas exibições nessa casa de espetáculos.Em 1917 a platéia aplaude o músico Alípio Cesar, da cidade de Cametá. É a estréia de sua ópera Notte Bizarra, talvez a única ópera cômica de autor paraense.Pelo palco de Theatro da Paz haveriam de passar grandes nomes de artes, além dos já citados, como Anna Pavlova, Bidu Sayão, Tito Schipa, Beniamino Gigli, Waldemar Henrique, Guiomar Novaes, Tamara Taumonova, Procópio Ferreira, Cacilda Becker, Margarida Lopes de Almeida, Renato Vianna, Henritte Morineau, Natalia Thimberg, Bibi Ferreira, Paulo Autran, Fernanda Montenegro, Glauce Rocha, Maria Della Costa, Tonia Carrero, Francisco Mignoni, Oriano de Almeida, Arthur Moreira Lima, Nelson Freire, Arnaldo Cohen, Miguel Proença, Maria Lucia Godoy, Leila Guimarães, Lenice Priolli, Victoria Kerbauy, corpo de baile do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Ballet Kirov, Les Etoilles de I'Opera de Paris, Ballet Stagium.
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Impossível e até entediante a enumeração completa dos artistas que aqui se apresentaram ao longo de 124 anos, daí porque, muitos deles não constam deste artigo.
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Refletir na presença do Theatro da Paz e no que ele representa para os paraenses, apenas vislumbrando o brilho de importantes, porém esporádicas figuras que por seu palco passaram, seria fazer uma leitura tanto mais direta quanto mais incompleta do muito que artistas tiveram e têm oferecido, sob as luzes mágicas dos refletores.
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Ressaltem-se intérpretes que imortalizaram nesta casa as composições de Altino Pimenta, Waldemar Henrique, Jayme Ovalle, Paulino Chaves, Meneleu Campos, Raymundo Pinheiro, Tó Teixeira, Wilson Fonseca. Vozes paraenses, na tradição do canto lírico como Maria Helena Coellho Cardoso, Adelermo Matos, Marina Monarcha, Alpha Oliveira, Márcia Aliverti, Adriana Queiroz, João Augusto Ó de Almeida, Reginaldo Pinheiro.
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Como não se lembrar das grandes concentrações de orfeões regidos por Margarida Schiwazappa, Maria Luzia Vella Alves, Maria Araújo Figueiredo; das regências marcantes de Nivaldo Santiago, João Bosco da Silva Castro e Silvério Maia? Isso sem falar na atuação da Fundação Carlos Gomes, como o seu Festival Internacional de Música do Pará, que atrai jovens para o nosso teatro; e da Escola de Música da UFPA, que promove o Encontro de Arte.
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Também é importante registrar o surgimento da Orquestra sinfônica do Theatro da Paz, atualmente regida pelo maestro Barry Ford, cujo contingente de músicos é formado quase integralmente por paraenses.As efemérides em torno da figura fundamental de Carlos Gomes jamais passaram em branco na programação do teatro.
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Em 1986, no sesquicentenário de nascimento do compositor, a então Secretaria de Cultura, Desportos e Turismo do Pará e a Secretaria de Cultura de São Paulo trouxeram a Belém uma montagem de O Guarani, com Niza de Castro Tank como Ceci e Benito Juarez na regência. Dez anos mais tarde no centenário da morte de Carlos Gomes, a Secretaria de Estado da Cultura do Pará homenagearia novamente o compositor, com o espetáculo 100 Anos de Saudade, que apresentou obras raras e inéditas.
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Num cenário mais recente, nosso teatro tem assistido aos arranjos e composições de Paulo André Barata, Luiz Pardal, Tinoco, Salomão Habib e Serguei Firsanov, em uma visão moderna de peças de Waldemar Henrique. Outro espetáculo marcante foi a montagem de Fosca, com Gail Gilmore e a National Opera Sofia sob regência do maestro Luiz Fernando Malheiro.
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Tal como uma viagem a um lugar muito rico de belezas e informações, de cujo manancial não conseguimos nos apropriar, assim é o nosso passeio pelos espetáculos de arte que o Theatro da Paz nos tem oferecido. Como na viagem, ficarão sempre muitas coisas que se viu e das quais nem é possível falar. E temos vontade de voltar, de ver e ouvir de novo, num eterno recomeço.
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Referências BibliográficasRIBEIRO, De Campos. Gostosa Belém de Outrora... Belém, imprensa Univ. do Pará, 1966.SALLES, Vicente. A música e o tempo no Grão Pará. Belém: Cons. Est. de Cultura, 1980_______ Música e musicos do Pará. Belém: Cons. Est. de Cultura, 1970Nota: Com as obras do Theatro da Paz, não pudemos consultar livros e programas foram-nos, entretanto, de grande valor os informes encaminhados pelo jornalista Edwaldo Martins, Diretor do Theatro da Paz.Maria Lenora Menezes de Brito é professora da Escola de Música da Universidade Federal do Pará e componente do Duo Pianístico da UFPA.
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Regatão Cultural na TV Cultura do Pará

O canto dos Uirapurus Paraenses no Regatão Cultural
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Nobres vozes que protagonizaram a vida cultural na Belém do início do século XX. A trajetória dos irmãos e cantores líricos Helena e Ulysses Nobre será contada no Regatão Cultural desta terça-feira (05), na TV Cultura do Pará.
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Os “Uirapurus Paraenses”, como os Irmãos Nobre eram conhecidos pela sociedade da época, viveram a música intensamente. Eles compõem uma parte memorável da história da arte local. O programa é exibido às 19h30 e reapresentado no domingo, às 13h30.Filhos do flautista Gentil Augusto e da pianista Maria Francisca, Ulysses (1887-1953) e Helena (1888-1965) manifestaram de forma espontânea o dom pela arte.
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Ainda adolescentes começaram a se apresentar nas casas sociais da capital paraense. No auge da juventude e do sucesso, os cantores revelaram os primeiros sinais da hanseníase. Em 1906, foram para o Rio de Janeiro em busca de tratamento.
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Lá, conquistaram a cura da doença e os aplausos dos cariocas, que conheceram o talento dos Nobre em vários pontos artísticos da cidade maravilhosa.De volta, Helena e Ulysses reintegraram o cotidiano artístico de Belém. Porém, em 1925, o estigma da hanseníase resultou em um decreto municipal que proibiu a apresentação dos irmãos em público. Em uma iniciativa ousada, a PRC-5 Rádio Clube do Pará promoveu os famosos Festivais Radiofônicos Anuais dos Irmãos Nobre, que transmitiam os recitais da residência dos cantores para grandes casas sociais como o Theatro da Paz.
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Esses e outros momentos inesquecíveis serão lembrados por familiares e amigos desses ilustres artistas.
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Serviço: O programa Regatão Cultural vai ao ar toda terça-feira, às 19h30, e é reapresentado no domingo, às 13h30, na TV Cultura do Pará. Sugestões você pode enviar para: regataocultural@funtelpa.com.br. Ou ligue: (91) 4005 7740/4005 7715.
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Na beira do mar

deves andar assim porque
o amor navega
como peixe de lembranças
nas ondas do teu corpo
para ancorar
onde termina o teu começo
de águas sozinhas...
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(RF)
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terça-feira, 5 de maio de 2009

Ato Final:Augusto Boal

* Boal: Uma vida dedicada à transformação social por meio da arte.
Um brasileiro tão importante quanto Brecht ou Stanislavski.Fundador do Teatro do Oprimido
- inspirado nas propostas do educador Paulo Freire.
Um Augusto insubstituível. O Boal,- reinventor do teatro político, de fato, o é.
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"O Teatro do Oprimido é o teatro no sentido mais arcaico do termo.Todos os seres humanos são atores - e espectadores - porque observam.Somos todos espect-atores".
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*Augusto Boal.
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Poeta Alcyr Guimarães

*A poesia musical de Alcyr Guimarães no Teatro da Paz:"Cantando e Dançando a Amazônia", hoje à noite, a partir das 20 horas.
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*Com as participações de Nilson Chaves, Lucinnha Bastos, Pedrinho Cavalléro, Jeane Darwich, Banda Beatles Forever, Trio Manari,Ana Unger e Clara Pinto e a Companhia de dança Marina Benarrós.
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Um show em prol do Abrigo João de Deus.Vamos lá.
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A Agenda de Juliana


segunda-feira, 4 de maio de 2009

O Pout-PouRir :Show no Canecão (Rio de Janeiro) > é Sucesso

Clik sobre as fotos >>vc vai vê-las ampliadas

Resenha de VEJA (Rio)
A exemplo de antecessores como o paulistano Terça Insana e o carioca Surto, o espetáculo de humor calcado em esquetes vem em longeva carreira revelando comediantes levados para programas da televisão, como Katiuscia Canoro, a Lady Kate do Zorra Total, da Globo, conhecida pelo bordão "Tô pagando!". Esta sessão comemora os dois anos de temporada e conta, entre os convidados , com a atriz Susana Vieira. Também com Dig Dutra, Raul Franco,Mariana Santos, Luis Lobianco, Marcio Machado, Leandro Muniz, Cristiana Pompeo, Wagner Trindade, Juliana Guimarães, Leandro Goulart, Cristina Fagundes e outros
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Sucesso total no Canecão. No dia 1 de Maio de 2009, quase 2.000 pessoas lotaram a casa para assistir a antológica comemoração de 2 anos de espetáculo.


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Katiúscia & Mariana & Suzana & Raul
Raul & Amigos & Suzana :comemoram o sucesso do show
Raul Franco & Suzana Vieira
Suzana Vieira & Dig Dutra & Katiúscia & Mariana


Raul e Dig Dutra
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SaLa de ReBoCo