quarta-feira, 9 de julho de 2008

A chuva : nossa mãe - Ronaldo Franco

- Vivemos nesse velho cais da poesia -

( As palavras chegam,
e apaixonadas andam sob as sombras das árvores.

E do mormaço sairá o poema maduro?
E da chuva sairão sílabas melancólicas?

E dos prédios - esse deserto vertical -
descerão os amantes das praças? )

Belém: é essa elegância vestida de águas :
daí nasce o sexo das letras : o viver onde estamos : visíveis ou invisíveis : como paixão de Adão e Eva no paraíso etílico dos bares.

Com maçãs nas geladeiras...

E no calor...flores e amores nele se deteriam ?


Tarde e manhã se abraçam: nossas libélulas...

Sol e chuva: dois amantes.

O sol: nosso pai
A chuva: nossa mãe.

Ronaldo Franco.

2 comentários:

Anônimo disse...

Lindo poema,lindo poeta.
Tu sabes com simplicidade criar uma Belém densa e leve.
Nossa Belém desenhas com sensualidade.
Sou tua fã.

Wanda

nega fulô disse...

Bela fotografia, belo poema!
Belas são as tuas palavras que nos embriagam e nos deixam plenos de prazer. Belo és tu!