quinta-feira, 30 de abril de 2009

9 de Maio


J.Bosco


terça-feira, 28 de abril de 2009

O que é que é isso?


O que é que é isso?
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-Um encontro de namorados.O que se vê, de forma geral...
Camuflam a falta de diálogo.
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É a fotografia da suspeita que, logo logo a iminência do silêncio
vai bater na porta do adeus.
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Desligados os celulares:dizem frases atropeladas, sem espontaneidade.
O diálogo se transforma em monólogo, até que só haja uma só voz.
A conversa íntima, o romantismo sucumbe ao celular que chama sem parar...
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Romeus e Julietas - são mortos diariamente.
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O mundo do "só-nós-dois" deixou de existir, ou de fazer sentido.
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(Hoje:-o homem apaixonado não toma a namorada pelo braço e corre para o mar para casar na areia.
O que se vê:- é a mocinha estatelada sob o sol enquanto o namorado fala ao celular...)
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(RF)
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sábado, 25 de abril de 2009

Neste domingo > no Diário do Pará

Neves
O jogador Neves - considerado pela crônica esportiva o maior ponta-esquerda que o Pará já teve, um baixinho arisco que ciscava como ninguém por aquele canto, hoje esquecido, do mundo da bola - morreu na quarta-feira passada, aos 64 anos.
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Em memória do atacante azulino, neste domingo, em sua página no "Diário do Pará", Elias Ribeiro Pinto transcreve trechos de uma entrevista que o craque concedeu, em 1975, ao extinto jornal "Bandeira 3", um marco no jornalismo alternativo belenense.

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Entre outras declarações, Neves conta como foi chutado pela cartolagem do Remo depois de ter dado tantas glórias ao Leão Azul. E também fala se conheceu algum colega de profissão "bicha".
A foto de Neves que ilustra o blog foi feita durante a entrevista, quando o atleta (que gostava bastante de uma cervejinha, como também confessa aos entrevistadores) tinha 29 anos.
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Banda JOE35


No sábado


"Ah, este seu jeito
nativo
de tocaiar o gesto
até que a intenção
fique consumada"
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* Poeta > José Maria de Vilar Ferreira.
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Camilinha


* A delícia do "chorinho"*

A história que não foi contada


As fotografias de Silvinha Dias

Silvinha Dias
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A t i t u d e


A L C Y R


* Esse poeta musical*
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Reginaldo Viana



*Clik sobre a imagem >vc vai vê-la ampliada.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Jornada Fotográfica Pinholeday

*Depois de uma semana de preparação, com oficinas e treinamentos para voluntários, a Fotoativa realiza neste domingo (26), das 8h às 18h, a jornada fotográfica do Pinholeday Belém 2009, com o tema “Tudo ao mesmo tempo agora”.
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*Nesta edição, a ação conta com o apoio do Instituto de Artes do Pará. Por isso, haverá duas bases para os participantes, uma na Fotoativa (Praça das Mercês, nº19) e outra no IAP (Praça Justo Chermont, nº 236). As inscrições estão abertas na Fotoativa até o dia 25. Participe! Informações: 3225-2754 / fotoativa@amazon.com.br.

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As fotografias de Nega Cesária

Nega

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Declaração de Rita Lee nos anos 70...




Leitor e leitora, - a SeXta!

Ilustração:Iara Ferreira Ela se inaugura em inferno e paraíso.
Com Adão, maçã e Eva.
(Serpenteando o chopinho goela abaixo)
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Pois bem, daí em diante, seja o que Deus quiser...
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A sexta não é apenas um dia da semana,
mas antes de tudo solidária,
ela sempre devolve a pessoa ao mundo.
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Não deixa ninguém
mumificar o coração.
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Provoca adeus aos chats ( e aos
chatos de conversa virtual.
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A Internet que engorda o
tempo humano (faminto de informação),
d i s p e n s a.
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Todos os dias rolam em vinte
e quatro horas. Mas a sexta nos dá
a eternidade do olho no olho,
o sabor da conversa
s e n s u a l í s s i m a.
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A sexta faz esquecer a tela sem rosto.
Mata o vírus da solidão.
Leva-nos para o jardim da humanidade.
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Na sexta floresce a paixão
e os namorados se teclam fundo.
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A sexta salva-nos do tédio.
Afasta-nos do que medram a dor
do mundo e perdoa os que cortam
as asas dos anjos bêbados.
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A sexta é um inferno,
"para quem recusa
beijo na boca".
(dizia o jornalista e compositor
Antonio Maria,
com irônica censura)
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P.S - E na sexta não se perde a boa feijoada
de Dona Lica e as músicas de Tom Jobim >
no restaurante do João Garcia,
na Barão do Triunfo (Pedreira, do samba e do amor)
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(RF)
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miniartigo do jornalista José Maria Leal Paes



Íntimo, úmido e abestalhado

O estado brasileiro é uma vasta rede de corrupção. Uma vasta rede de delitos, portanto. Não há instituição a salvo da lama. Um ou outro integrante dessa monumental quadrilha, concursado ou não, se salva pela honradez.
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Onde, porém, está solarmente exposto esse homem?
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O decente se encolhe enquanto a patifaria se expande. O prazer individual e imediato é o único bem possível, princípio e fim da vida moral no território do poder cheio de arrogância, soberba, pose e podridão.
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É impossível crer que o estado seja a expressão da sociedade brasileira. Se admitirmos que é, declaremos, de vez, com ou sem náusea, que o crime nos satisfaz, que o canalha nos compraz.
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Na sucessão de delitos diários - [ indiferentes a um Judiciário que se degrada ante as câmeras, ao vivo, em cores, em rede nacional ] - que nos afrontam, a farra das passagens aéreas do Senado e da Câmara guarda dimensão bicameral, também: as câmaras do prazer e do cinismo desses senhores com mandato.
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Nelas, câmaras, se escreve a história do grande otário: o povo que os elege. Os fatos sugerem a existência de um nexo sexual entre as mesas diretoras (de Câmara e Senado) e as camas (das mulheres, namoradas e amantes). Nesse prostíbulo, o contribuinte comparece como o lencinho íntimo, úmido e abestalhado.
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Afinal, o que é um botequim?


*Afinal, o que é um botequim?
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Muitos de seus personagens são referências de uma época, exemplo de Sig, o rato-símbolo do Pasquim, e a turma dos chopnics, em cumplicidade com Ivan Lessa. Há cartuns que, de tão impagáveis, sobrevivem mesmo sem a parceria do traço, como aquele que mostra Jesus Cristo na cruz dizendo para Maria Madalena: “Hoje não dá, Madalena, estou pregado”.
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Fora da prancheta, Sérgio de Magalhães Jaguaribe, o jornalista, cartunista e cronista Jaguar, foi um dos “culpados” pelo mito de Ipanema – na qualidade de um dos criadores da Banda de Ipanema, para não falar do Pasquim. Jaguar jamais disse “Intelectual não vai à praia, intelectual bebe”, mas a versão da autoria caiu-lhe bem (o verdadeiro autor da frase foi Paulo Francis).

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Com a autoridade de quem já bebeu “o equivalente à lagoa Rodrigo de Freitas”, Jaguar brindou-nos, lá pelo começo do século, com sua “autobiografia”, Confesso Que Bebi: Memórias de um Amnésico Alcoólico, uma espécie de roteiro ébrio-afetivo dos bares do Rio de Janeiro, de casas chiques aos pés-sujos, onde o autor, afinal, passou boa parte de sua vida.
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Mas como bom bebedor não bebe só, o cronista divide a mesa com gente ilustre, todos envelhecidos em barris de carvalho, ou passados nas voltas que dá a serpentina da vida – aliás, pela quantidade de episódios lembrados, o autor se revela um amnésico alcoólico de ótima memória.
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O livro já mostra a que veio desde a dedicatória, que contempla mais de 200 nomes, entre amigos do autor e personagens da história – do compositor Carlos Cachaça, passando por Baudelaire a Edmund Wilson e Bôscoli até desaguar, last but not least, em Jesus Cristo, “que fez a água virar vinho”.
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Os leitores botequineiros devem lembrar que, coisa de cinco ou seis anos atrás, fizemos aqui uma votação para eleger nossos botequins de cabeceira. Pois agora pergunto a vocês, tomando por mote o título de uma das crônicas do Jaguar que reproduzo a seguir: “Afinal, o que é um botequim?”. E ao dizer o que é um botequim, companheiro(a), aproveite para confirmar ou renovar seu voto no seu botequim preferido, aquele que reuniria as qualidades expostas crônica pela crônica do Jaguar, que segue.
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A estagiária de segundo caderno me ligou querendo saber o que, na minha opinião, era um botequim.
Ora – comecei a responder, e embatuquei. Foi aí que me dei conta: nunca tinha refletido sobre essa questão transcendental. Porra, a gente simplesmente vai a um boteco quando está a fim de tomar uma bebidinha, fazer hora, sei lá. Foi o que eu disse para a moça.
Mas, como toda estagiária de segundo caderno, ela foi implacável:
Seguinte: tenho que fechar a matéria ainda hoje. Vai pensando no assunto, daqui a pouco ligo de novo.
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Então vamos lá, antes que ela cumpra a ameaça. Pra mim, todo lugar onde se bebe é um botequim, seja o Bar Brasil, na Lapa, ou o maior boteco do Rio (pelo menos em tamanho), o Bar do Tom, anexo à Churrascaria Plataforma, no Leblon, ou o minúsculo Bunda de Fora, no Jardim Botânico.
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Um botequim deve ser, de preferência, razoavelmente limpo. Mas não a ponto da gente pensar que está bebendo numa enfermaria. Ninguém morre de infecção contraída em bar. E quantos já morreram de infecção hospitalar?
Nunca me esqueço de uma vez que levei o Nássara para conhecer a filial, num shopping da Barra, do Bar Luiz. Além de genial caricaturista, ele foi também grande boêmio. A decoração lembrava em tudo o mais antigo bar do Rio. Mas tinha alguma coisa errada.
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Limpo demais – sentenciou –, mas nada que alguns bons bebuns não resolvam. Outro ponto a ser considerado: bebericar em pé ou sentado? Estou cada vez mais convencido que beber em pé, junto ao balcão, tem várias vantagens, a saber: primeiro, você é servido mais depressa. Depois, fica mais fácil driblar os chatos, se você está numa mesa é presa fácil, eles vão puxando uma cadeira e sentando ao seu lado. E depois você pode escolher o tira-gosto de melhor aparência e fiscalizar se o cara do bar está tirando direito o chope ou fazendo a batida como você pediu, só com meia colherinha de açúcar.
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E, é claro, seu santo tem que cruzar com o do garçom. É como um casamento, conheço boêmios que passam mais tempo com o garçom do que com a mulher. O Bar Bico, em Copacabana, é um bom exemplo desse tipo de botequim.
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Tem tudo que um boteco que se preze deve ter: de ovo cozido a sanduíche de churrasquinho, de caracu com dois ovos, o Viagra dos pobres, ao bate-entope mais barato, pão com ovo. O chope, da Brahma, é bem tirado, na manteiga (com muita pressão), como o cara do balcão comandou. E tem uma vantagem: você, do balcão, controla o cara tirando o seu chope, para ter a certeza de que não é de balde, na minha opinião, crime inafiançável.
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Agora a moça pode me ligar: vou matar a pau.
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* Elias Pinto
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Ângela Carlos no Centur

Show "Ângela Carlos"
Pré-lançamento do CD:" Vilarejo Íntimo"
Dias 29 ,30 e 31 de Maio de 2009
Local :Teatro do Centur
Ingressos antecipados: R$ 10,00 - lojas Ná Figueredo
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O talentoso paraense Wendell Bendelak > volta ao Teatro da Paz


Terceira Via


Fotografias de Úrsula Bahia

Úrsula Bahia
* Ganhei (perdi) meu dia.
E baixa a coisa fria
também chamada noite, e o frio ao frio
em bruma se entrelaça, num suspiro.
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E me pergunto e me respiro
na fuga deste dia que era mil
para mim que esperava,
os grandes sóis violentos, me sentia
tão rico deste dia
e lá se foi secreto, ao serro frio.
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*Poeta Carlos Drummond de Andrade
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Raul Franco no Canecão


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Foto: Ana Mokarzel * Ver-o-peso do cansaço *

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Elaboração de projetos culturais


Cuidado!

* Alguns artistas comentam que quando retornam às secretarias das leis de incentivos locais, para reaver o material de demonstração:- bonecas, fitas e CDs e outros que foram encaminhados
junto com os projetos, aprovados ou não, no geral, não são devolvidos e a desculpa da instituição é que houve extravio.

* Dizem os produtores culturais que é muito curioso sumir, quase sempre, o material melhor artefinalizado.

* O risco é grande de uma possível apropriação indébita de direito autoral.

(*Bernardino Santos em O Liberal)
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terça-feira, 21 de abril de 2009

Holocausto


Como podem as diferenças entre seres humanos tornarem-se desculpas para que atos bárbaros sejam cometidos?
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O que leva uma pessoa aparentemente normal a matar a sangue-frio um semelhante seu como se fosse um inseto?
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O homem só existirá - em sua humanidade - se conseguir recuperar-se como sujeito da autonomia, quer dizer, como aquele que possa hibilitar-se para procurar o destino de seu prazer no meio de vínculos criativos e solidários, a ponto de poder dizer que a democracia, como sentido do social, não enraizará em outro lugar que não seja nas formas simétricas dos afetos: o Vínculo como sentimento e sentido.
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*Do livro:Ecologia dos Afetos
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O Rei da Bossa


O Poeta Antonio Juraci Siqueira > na memória da cidade


segunda-feira, 20 de abril de 2009

Mercado de São Bráz : 100 anos


Uma programação especial está sendo preparada para marcar de forma inesquecível o dia 21 de maio de 2011. A partir das 8 hs, com a participação, colaboração e o apoio do Sindicato dos Feirantes do Mercado de São Braz será comemorado os 100 anos do mercado de São Braz.
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A festa de aniversário do Centenário do Mercado de importância marcante na histótria da cidade terá direito a todas homenagens por parte daqueles que vivem e trabalham diariamente em suas dependências.
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O mercado foi construído no início do século XX, em função da grande movimentação comercial gerada pela ferrovia Belém/Bragança. Como o ponto final do trem era em São Brás, com muitas pessoas embarcando e desembarcando ali, a área se tornou atrativa para a comercialização de produtos.
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Se você é belenense que valoriza as tradições e os costumes da nossa gente venha se unir aos preparativos desse grande evento, que será o centenário desse importante monumento arquitetônico, cultural, econômico e social da nossa querida "Cidade das Mangueiras.
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A poesia de Rubem BrAgA

Era linda,
viva,
ágil,
engraçada
e devia ter uns dezesseis
ou dezessete anos.
Hoje,
terá,
implacavelmente,
quarenta e quatro ou quarenta e cinco,
talvez leia essa crônica
e se lembre de um rapaz
que uma vez lhe jogou de uma janela
um avião de papel
onde estava escrito "meu amor"
ou coisa parecida; talvez não.
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