segunda-feira, 31 de março de 2008


A caixa de papelão - J.Bibas

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domingo, 30 de março de 2008

A casa ( Ferreira Gullar )

Foto:Leonardo Santos Debaixo do assoalho da casa
no talco preto da terra prisioneira,
quem fala?
.
naquela
noite menor sob os pés da família
naquele
território sem flor
debaixo das velhas tábuas
que pisamos pisamos pismos
quando o sol ia alto
quando o sol já morria
quando o sol já morria
e eu morria
quem fala?
quem falou? quem falará?
na língua de fogo azul do país debaixo da casa? (...)
.
E ninguém mais?
E o verão? e as chuvas
torrenciais? e a classe
operária? as poucas
festas de aniversário
não falam?
.
A rede suja, a bilha
na janela, o girassol
no saguão clamando contra o muro
as formigas
no cimento da cozinha
Bizuza morta
Maria Lúcia, Adi, Papai
mortos
não falam.
(...)

(Do livro Toda Poesia )

****

Poema dos olhos da amada - Vinícius de Moraes -

Ó minha amada
Que olhos os teus
São cais noturnos
Cheios de adeus
São docas mansas
Trilhando luzes
Que brilham longe
Longe dos breus...
.
Ó minha amada
Que olhos os teus
Quanto mistério
Nos olhos teus
Quantos saveiros
Quantos navios
Quantos naufrágios
Nos olhos teus...

***
Barco ou Serpente ?
- É o bicho do rio.

(RF)

A volta da cantora Reginah Ramos


Dia 04.04.08, Sexta-feira, 21h.
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O samba e seus mestres de todos os tempos.Noel Rosa, Wilson Batista, João Bôsco, João Nogueira, Paulo César Pinheiro, Candeia, Ataúlfo Alves, e muitos outros esperam por você.
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No Relicário, na Benjamin Constant, 1321 - entre Braz e Nazaré.
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Essa programação marca a estréia do grupo "Marca Samba", formado por Emílio Meninéia e Bruno Mendes na percussão, Dulce Cunha na Flauta, Diego Xavier no Bandolim, Violão e gaita, Andrezinho no Cavaquinho, Lula no pandeiro e vocais, Marcelo Ramos e Paulinho Moura nos violões.
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E Reginah Ramos nos vocais, marcando também sua volta aos palcos da cidade.
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veropoema@veropoema.com.br


"Mulheres fazem Ver-O-Poema"
De Profundis - Regina Roussaeu
Na Terra da brisa perfumada - Nydia Bonetti
A mulher poeta - Cáritas Souzza
Dentro de mim... Daniela Gonçalves
Escritos de Deise Assumpção
Poesia sem sabor - Lílian Maial
Ainda é tempo de amor! - Isabelle Lobo
Odeio... Isabel Rosete
Anjo caído - Rosemira Guerreiro
Mulher (poema em 4 tempos) - Neiva Pavesi
Balada do doce veneno - Lucielle Azevedo
Suspensão sonora - Artigo de Maira Alet
Simplesmente mulher - Artigo de Isabel Vargas
Literatura: Obscuro objeto de desejo? - Artigo de Fernanda Massebeuf
Solidao cósmica - uma carta para Renato Russo
Fotografias - Crônica de Belvedere Bruno
Brilho próprio - Crônica de Heleida Nóbrega
O balde furado - Crônica de Valéria Eik
Poemas de Florbela Espanca

sábado, 29 de março de 2008

Marcos Quinan



O poeta-artesão.

Prova visível que um poema - é antes de tudo algo que se faz >> não apenas algo que se diz -.

Uma lição de artesanato competente.

sexta-feira, 28 de março de 2008

O feio vício da inveja


Lya Luft :O feio vício da inveja

"Se só vulgarização e baixo nível vendem uma obra, o Espírito Santo teria descido de nível ao inspirar a Bíblia, o livro que mais vende no mundo. Somos realmente tão tolos?"
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Antigamente se dizia que a masturbação era o feio vício. Eu digo: a inveja é um vício feiíssimo, secundado pelo ressentimento. Juntos preparam o caminho do inferno. Não aquele religioso, com diabos espetando o traseiro da gente, mas o do ridículo e da falta de respeito por si mesmo, para começar.
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Aceitamos muito mal o sucesso alheio, a alegria alheia, o amor alheio.
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Quando não gostamos de nossa própria vida, odiamos pensar que alguém esteja contente com a sua.
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Supervalorizamos o momento bom do outro, não para o curtirmos com ele, mas como se isso o tornasse maior ou melhor que nós, e o tratamos como réu: culpado de não fracassar, não ser vaiado, não ficar sozinho nem mofar na prateleira.
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A mim em geral me diverte um pouco observar essas coisas, mas às vezes me espanta.
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Veja>on line:junho 2oo5.

Espetáculos nas mais diversas linguagens artísticas


Teatro Margarida Schivasappa divulga programação de Abril mantendo sempre uma programação de qualidade e atendendo espetáculos nas mais diversas linguagens artísticas, o Teatro do Centur, como é mais popularmente conhecido, divulga sua pauta de eventos para o mês de abril.
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Além da pauta regular de espetáculos, o teatro desenvolve também vários projetos de difusão e circulação da produção cultural paraense com os projetos Terceira Campa, para ocupação e uso da sala de espetáculos às terças-feiras, por grupos que desenvolvam atividades nas linguagens de teatro e dança.
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Projeto Uma Quarta de Música, com espetáculos às quartas-feiras, por grupos que desenvolvam atividades na linguagem musical e Pauta Temporada Experimental, para espetáculos que desenvolvam atividades nas linguagens musical, teatral e dança, e contará sempre com três (03) dias (sexta, sábado e domingo) na quarta semana de cada mês.
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Estes projetos fazem parte da política de editais desenvolvida pela Secretaria de Estado de Cultura, em parceria com o Sistema Integrado de Teatros e Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves.
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Programação do mês de abril de 2008:Dia 01/04 - “Humor da Amazônia” com Serginho Cunha - 20hIngressos - R$10,00Dia 02/04 –
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Projeto Uma Quarta de Música - 20hZiza Padilha e Zarabatana Jazz – 10anos - Ingressos R$10,00Dia 04/04 -
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O Pará Canta Assim – Espetáculo Lítero – Musical - 18hDias 05 e 06/04
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- Ricardo Risuenho – Espetáculo teatral - 20hDia 09/04 -
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Projeto Uma Quarta de Música - 20hGrupo Caburé com o show “Do outro lado do rio” - Ingressos R$ 10,00Dias 10, 11 e 13/04 -
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Projeto ”Palco Giratório” Sesc/ParáDia 12/04 - Show: “Tambor de Mina” com Papete e banda - 20hDia 16/04 -
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Projeto Uma Quarta de Música - 20h Dia da Voz com Márcia Salomão e convidados(Walter Bandeira e Gaia na Gandaia) / Ingressos - R$10,00Dia 17/04 -
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Mostra de Dança: “Projeto Riacho Doce” - 18h / Entrada francaDias 18, 19 e 20/04 –

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Espetáculo “Nocaute” (Monólogo)21h – Ingressos R$ 50,00Dia 23/04 -
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Projeto Uma Quarta de Música – 20hGrupo Pai D’égua” com o show “Ritmus Brasilis” – Ingressos R$10,00Dia 24/04 -
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Espaço Experimental de DançaDias 25, 26 e 27/04 -
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Projeto Temporada Experimental Espetáculo “Parésqui” - Grupo Usina Contemporânea de Teatro20h – Ingressos R$10,00Dia 30/04 -
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Projeto Uma Quarta de Música - 20h Zé Miguel com o show “Meu Endereço”Lançamento do DVD – Ingressos R$10,00
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Esta programação está sujeita à alterações. Aconselha-se confirmação prévia.
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Maiores informações: (91) 3202 – 4317 – tms@fcptn.pa.gov.br

Realização:Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves

Secretaria de Estado de Cultura Governo do Estado do Pará.

I Jirau de Literatura Paraense

I Jirau da Literatura Paraense

Autores paraenses de vários municípios do Estado do Pará ganharão
espaço para divulgar e comercializar suas obras literárias a preços
populares através de um Jirau Literário que será lançado no próximo dia 31 no Centur.

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O Governo do Estado do Pará, por meio da Secretaria de Estado de
Cultura, Secretaria de Estado de Educação, Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves e a União dos Escritores e Artistas da Amazônia – UEAMA,realizam o I Jirau da Literatura Paraense, evento que viabilizará o encontro dos autores locais e suas obras com a comunidade, por meio da exposição,comercialização a preços acessíveis e troca de livros, além de outras atividades correlatas, como: hora do conto, empréstimo de livros,ônibus biblioteca, recital de poesias, apresentações de músicas e outros,possibilitando a divulgação da literatura paraense de forma democrática e igualitária.

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Além de valorizar os escritores locais e suas obras, o Jirau, por meio
das diversas linguagens das expressões literárias proporcionará ao
público de todos os segmentos sociais a oportunidade de conhecer os valores artísticos do Pará.

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O I Jirau da Literatura Paraense será lançado, no dia 31 de março de
2008, às 19h, no Cine Líbero Luxardo (térreo do CENTUR) em um evento que contará com apresentação Lítero-musical dos artistas Renato Torres e Dionelpho Júnior.

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Entrada franca.
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O evento ocorrerá no período de 01 a 03 de maio, onde na oportunidade
serão homenageados escritores paraenses, colaboradores e pessoas que
contribuíram efetivamente para a produção literária paraense. As
inscrições estarão abertas no período de 31/03 a 30/04/2008, na Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves, Av. Gentil Bittencourt, 650, entre Quintino e Rui Barbosa e nas UREs dos municípios. Informações nos telefones: (91)3202 4375 / 3202 4376 ou no site da Fundação Tancredo Neves
www.fcptn.pa.gov.br.

Serviço:
I Jirau da Literatura Paraense
Lançamento dia 31 de março 19h
Local: Cine Líbero Luxardo (térreo do CENTUR) Entrada Franca
Av. Gentil Bittencourt, 650, entre Quintino e Rui Barbosa
Maiores informações: (91) 3202 4375 / 3202 4376.
E-mail:
gped@fcptn.pa.gov.br / site: www.fcptn.pa.gov.br
Apoio
Departamento de Cultura da Pró-Reitoria de Extensão da UFPa
Realização:
União dos Escritores e Artistas da Amazônia – UEAMA
Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves
Secretaria de Estado de Educação
Secretaria de Estado de Cultura
Governo do Estado do Pará

quinta-feira, 27 de março de 2008

Dayse Addario : A Dama do Jazz.


Em seus shows > a cantora Dayse Addario é sempre acompanhada pelo Quinteto Zarabatana Jazz (guitarra semi-acústica, contrabaixo elétrico, bateria acústica e saxofone tenor), com direção musical de Ziza Padilha.
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Canta música paraense com arranjos jazzísticos, que inclui músicas do premiado Cd "Monólogo Urbano", do elogiado Cd "Jazz e Blues no Palácio Azul"e do próximo Cd "Por Dentro da Noite Prata" e ainda, clássicos da música brasileira e do jazz internacional.

Delcley Machado Trio.


Toda quinta no Baiacool jazz club tem Delcley Machado Trio às 22h, tocando clássicos do jazz e da música Brasileira.
Na companhia de Jancinto Kahwage ( piano) e Paulo Borges ( bateria ) com a participação brilhante de Mini Paulo Medeiros (baixo acústico).
( Tamandaré esquina com a rua do Arsenal.)

Bodega:Quando o Samba Chama



Benditas Bolsas.


Você as encontra na "Des amies".
Gov.José Malcher,259.


terça-feira, 25 de março de 2008

Poeta Rita Apoena


Vicente sem Fim

"Depois de Guimarães Rosa, o paraense Vicente Cecim é o responsável por um dos mergulhos mais fantásticos e essencias que a literatura brasileira já realizou sobre o sentido do homem."
*Antonio Hohlfeldt
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* Do livro O Serdespanto ( Editora ímanedições):

(...) A vida.
E, nela, alguém escreve.
E o que escreve, O Livro, é a Ponte,entre a vida-lá e o vivendo a vida aqui, em mim: alguém que escreve.

O livro é a vida? Não, o Livro não é a vida.É a outra vida.
Mas sendo outra vida é
a vida num rumor que se arrasta paralelo, ao lado dela.

(...) Para que serve a vida-escrita?
- É um instrumento, para ver, tentar abrir, dobra a dobra.
insistindo,
a vida real.

E por que alguém escreve?
- Para isso, o que foi dito acima, tentar abrir, dobra a dobra, insistindo.

(...) Alguém vive, alguém escreve. A vida está nele, a vida está em si. A vida passa

através dele e daquilo que escreve.Ela
também está aí, nele, estando lá, em si mesma.

Aberta.Hermedonhamente fechada.
Mas ainda é a vida. Mesmo que seja de uma outra forma, a vida.

Se disse que : A vida é real.
A vida-escrita, o Livro, não é real.

E se disse: Aquele que escreve é real, mas a Pessoa que cria não é real.

O real = o visível: homem ou vida, há todas essas coisas da vida ao redor de nós.

****

Poeta Paulo Nunes

" No som da cidade Paulo Nunes contrói sua poesia, brinca, diz verdades doídas, sonha."
( Marisa Mokarzel)
.
Escrever
* ao Max Martins, homo ludens

.Que menino

d e s a j e i t o u

o telhado do meu sonho?
.

Cantiga do muro

I
Serenos sobrados
cheiravam
perfumes de mitologia,
Phebo de luares,
naquele bairro de Santa Maria.

II
"Um muro é um red fish"
dizia o muro do reduto.
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Mas eu reputo:
Um muro branco?
é uma cena de amor declarado.
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* Do livro "O mosquito qu'engoliu o Boi.
Editora Paka-Tatu.

Morte de Clarice Lispector - Ferreira Gullar

Enquanto te enterravam no cemitério judeu
de S.Francisco Xavier
(e o clarão de teu olhar soterrado
resistindo ainda)
o táxi corria comigo à borda da Lagoa
na direção de Botafogo
.
E as pedras e as nuvens e as árvores
no vento
mostravam alegremente
que não dependem de nós.

**

Mi Vida


Ações com projeção


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Cássio Junqueira


Manoel de Barros


Amazônia Jazz Band


A Amazônia Jazz Band desenvolve há 19 anos, intenso trabalho de disseminação da cultura musical, tendo por metodologia a utilização das vertentes artística e educacional, ora por meio de suas apresentações,ora por meio de concertos didáticos que realiza em benefício de estudantes da Rede Pública de ensino da capital paraense, consagrando-se, assim, como um dos mais importantes e aclamados organismos da cultura no Estado do Pará.
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Composta de 25 integrantes conta com o apoio fundamental do Governo do Estado do Pará, através da Secult-Secretaria Executiva de Cultura, que mantém o pagamento mensal dos músicos, além de sempre incentivar, e aderir aos seus projetos, bem como da Fundação Carlos Gomes, que confere espaço apropriado para os ensaios semanais da Orquestra, realizados, atualmente, na Sala “Etore Bósio”, e cedendo instrumentos à Banda.

Iniciou suas atividades em 1989, ainda como Big Band da Fundação Carlos Gomes, parceria que mais tarde resultaria, entre outras ações, num ousado projeto de encomenda de obras exclusivas à Banda, aos mais representativos compositores brasileiros, como Almeida Prado, Marlos Nobre e Gilberto Mendes, resultando em um repertório único.
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Paralelamente, em 1995, sob a direção de Andi Pereira, a banda deu início a um expressivo trabalho de pesquisa, coleta e execução de obras escritas por grandes compositores do século XX para banda de jazz, culminando com a execução de obras de extrema importância no repertório mundial escrito para esta formação orquestral, como Suíte para Orquestra de Jazz, de Dmitri Shostakovich; Prelude Fugue and Riffs, de Leonard Bernstein e Ebony Concerto, de Igor Stravinsky.
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A Orquestra AJB conta como aliados à qualidade de seu trabalho, a experiência e a maturidade de quem traz na sua história a realização de diversos concertos por várias cidades brasileiras e do exterior.
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Nestes festivais, acompanhou solistas (nacionais e internacionais) como os trombonistas Radegundis Feitosa (BR) e Pete Madsen (EUA), os pianistas Jorge Luiz Prats (Cuba), Luiza Camargo e Nelson Neves; os saxofonistas Fred Henk (EUA). O paraense Paulo Levy, o clarinetista russo Oleg Andreyeyev, e os percussionistas Ney Rosauro e Bill Molenhoff (EUA )
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Em 2000, o trompetista e maestro Barry Ford assumiu a liderança da banda, renovando o repertório com obras de grandes compositores e arranjadores de jazz norte americano e latino, como Duke Ellington, Gordon Goodwin e Maria Schneider, incrementando e diversificando ainda mais a sonoridade da Amazônia Jazz Band.
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Desde 2005, seu regente titular é o maestro Ricardo Aquino, que segue na condução do grupo, trabalhando o seu vasto repertório, dinâmico e arrojado, já que se compõe de uma pluralidade de ritmos musicais: dos mais conhecidos standarts de Jazz como “New York, New York, “In the Mood”, “Moonlight Serenade”, passando pela Música Latina de compositores renomados como Arturo Sanoval, Paquito de Rivera, e como não poderia deixar de ser, dispõe ainda de um vasto repertório de música brasileira, com sambas, chorinhos, frevos, carimbós.
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Com efeito, é a técnica refinada de seus integrantes e o seu repertório, que faz com que a Orquestra Amazônia Jazz Band, proporcione em seus concertos, espetáculos de altíssimo nível, elevando espíritos e agradando a todo tipo de público.
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Novas propostas de parcerias e projetos, entre a Administração Pública e a Amazônia Jazz Band, deverão ser lançadas ainda em 2007 e 2008, reiterando, desta forma, o seu papel de parceira da Administração Pública como um todo. A União, o Governo do Estado, e seus Municípios, contam e poderão contar sempre com a Orquestra, sempre que seja requerida a sua atuação em prol da arte, da educação e da cultura.
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Integrantes:
Regente: Ricardo Aquino
Saxes: Marcos Cardoso
Alexandre Pinheiro
Esdras Souza
Harley Bichara
Eduardo Lima
Trombones: Cristóvam Figueiredo
Kelson Pinheiro
Josibias Ribeiro
Josiel Saldanha
Benedito Jr.
Trompetes: Elielson Gomes
Ilson Cruz
Joabe Nunes
Wilkerson Monteiro
Kelson Villarins
Base: Robenare Marques - piano
Príamo Brandão - contrabaixo
Marcelo Viana- guitarra
Mariano Primo – bateria
Paulo Borges - bateria
Cláudio Costa-percussão
Inspetor: Fábio André
Arquivista: Joel Costa
Montadores: Josué Vilaça
Ronaldo Marques
Mário Cruz
Contatos:
Fone: 091 3201-9456 (Príamo Brandão) de 8h às 14h
Email: priamobrandao@hotmail.com

Ricardo Aquino (Regente)
Fone: 091 9146-7069
Email: mailto:ricardoaquino@uol.com.br
amazoniajazzband@gmail.com

Boteco Daqui

- O que é que esse Boteco tem ?

O charme paraense :- as cores todas do arco-íris sobre nossos rios,
o jeitinho musical carimbolando alegrias e sabores de nossa terra.A intimidade das chuvas.O aconchego do namoro com a vida.
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Foto:Silvana Saldanha.
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* O Boteco Daqui : Alcindo Cacela 909 (Umarizal) Fone 3226 6133

conato@botecodaqui.com.br

http://www.botecodaqui.com.br/

Ziza & Cia : 10 anos de Jazz.

Zarabatana Jazz: 10 Anos !
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A festa da música instrumental paraense, dia 02 de abril no Teatro Margarida Schivasappa do Centur às 20h.

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Ingressos:10 reais
informações:3222-3409/8815-1121/81118723

segunda-feira, 24 de março de 2008

J.Bosco no "Salão de Humor da Amazônia"


J.Bosco > o traço inteligente do cartum paraense > está entre os selecionados para o Salão de Humor da Amazônia.
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(De 25 de Março a 30 de Março na Estação das Docas.Entrada Franca.
Realização Central de Produção e Sistema Integrado de Museus e Memoriais (SIM/Secult)
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sábado, 22 de março de 2008

Cacau: a voz do jazz !



Cacau Novais:15 anos em caminhos musicais.
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Experiência em canto lírico pela Fundação Carlos Gomes, além de apresentações em igrejas evangélicas. Cacau coloca sua voz forte em ritmos como jazz, bossa nova e rock, em especial dos Beatles e dos Rolling Stones.
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Adepta do jazz, Cacau emociona com clássicos do gênero como 'My funny Valentine' (Frank Sinatra), 'Summertime' (Billie Hollyday) e 'Sophisticated lady' (Ella Fitzgerald).
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No ritmo da bossa nova ela encanta com 'Água de beber' (Vinícius de Morais), 'Chovendo na roseira' (Elis Regina) e 'Samba de uma nota só' (Tom Jobim).
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Com interpretações e arranjos próprios para clássicos do rock, a cantora interpreta 'Satisfaction' (Rolling Stones), 'Come together' (Beatles) e 'Can’t buy me love' (Beatles). Canta clássicos e sucessos mais modernos para atingir um público bem diversificado.
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E o Pará aplaude!
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Tarde comprida

Mulher na janela
bibelô de carne
fêmea debruçada
em tarde comprida...
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(RF)

Cabanagem


Quantas mortes
começam uma cidade ?
.
Quanto à Cabanagem
foram os lusos
ou os cafusos
em confusão nos espelhos ?
.
Quantas aldeias
e arcos
deslembrados no pó ?
.
Quantas sombras
tremeram
no ribombar dos canhões ?
.
Quantas flechas
sopraram
lamparinas e cabanas ?
.
Quantas noites
acenderam
claro medo ?
.
(RF)

Keila Sobral




Retornou a Belém, a artista Keyla Sobral, escolhida pelo Instituto de Artes do Pará para representar o Estado em um projeto de intercâmbio entre o IAP e a Kunsthaus de Wiesbaden - Alemanha. Trata-se de uma bolsa de pesquisa e experimentação em que o artista permaneceu ao longo de 60 dias no exterior, além de montar uma exposição no local. Neste mesmo período um artista alemão, Thomas Sturm esteve em Belém realizando seu trabalho. Keyla levou o projeto intitulado “Memories” e produziu uma gigantesca gravura, marca registrada de seu trabalho, além de exibir um vídeo e uma foto de memória do clube dos alemães, ponto de partida para o cruzamento dos dois lugares (Belém/Alemanha) que marcam a relação conceitual deste trabalho.O trabalho que se pauta no resgate da memória da cidade, apresenta em uma linguagem artística marcada pelo hibridismo o “Clube dos Alemães”, (1908), construído em Belém e que era freqüentado somente por imigrantes alemães, onde se encontravam e confraternizavam seu vernáculo. Este clube foi apagado da paisagem urbana sem nenhuma ressalva, assim como muito dos locais que fazem parte da história e memória da cidade de Belém. Como afirma Giulio Carlo Argan (História da Arte Como História da Cidade), é uma catástrofe cultural a perda no breve decorrer do tempo do patrimônio histórico e artístico. O trabalho é uma forma de discutir a questão da descaracterização da cidade, que hora está em ruínas, ora é ausência total destes patrimônios, levando um fragmento de outrora para o berço dos imigrantes que o erigiram. O trabalho levou para dentro da galeria de Wiesbaden um recorte fotográfico do “Clube do Alemães” atrelado a uma imensa gravura aderida à parede da galeria. O desenho que tomou forma a partir da visualidade da paisagem alemã, pela vivência, pela pesquisa e pelo exercício do olhar. A imensa gravura gera uma relação de entrelaçamento e/ou confronto com a imagem fotográfica, pela relação de tamanho, linguagem e significado. Uma abstrata e a outra (a imagem fotográfica), a mais pura emanação do referente, de um corpo real, que se encontrou ali um dia. Sem dúvida é um resgate da história alemã, um pequeno fragmento da história de seus imigrantes na cidade que outrora fora o centro do país. A repercussão do trabalho foi extremamente satisfatória para a artista que vivenciou o cotidiano da arte na Alemanha, além de visitar museus e ateliers de dezenas de artistas ao longo de várias cidade da Alemanha, além de uma rápida passagem na Suíça, na cidade de Basel. A artista retorna a cidade e logo deve falar ao público sobre sua experiência, além de mostrar centenas de registros, fotos e novidades sobre o sistema de arte lá fora.

Acácio Sobral


Acácio Sobral, tem Pós-Graduação em História e Memória da Arte pela UNAMA em 2001; publicou o livro: "Momentos Inicias do Abstracionismo no Pará", pelo IAP - Instituto de Artes do Pará, em 2002, e o Vídeo nº 25 , “Acácio Sobral”, realizado pela UNAMA em 2006 dentro do Projeto Memórias.
Participou de diversas exposições internacionais onde se destacam: "Art in Paradise", Miami, Flórida (USA), 1992; "5 Artistas Paraenses na Alemanha" (Alemanha), 1995; "Artistas Paraenses em Ausburg” (Alemanha), 1994 e "Evidências/ Wiesbaden" (Alemanha), 2003.
Tem as seguintes exposições individuais: “Ad Infinitum - Desafios da matéria”. Galeria Fidanza – Museu de Arte Sacra,SECULT( PA),2005; "Curtume" MABEU (PA), 2004; "Intermitências" Hot Art Gallery (DF), 2001; "Das Aparências da Encáustica" – Espaço Cultural Ernesto Pinho Filho (PA) 1998; "Ogivas", Galeria Theodoro Braga (PA), 1996; "Encontro com Jano" - Esculturas, Galeria Theodoro Braga (PA), 1994; "Visíveis", Galeria Theodoro Braga (PA), 1992; "Pinturas" Gal.Theodoro Braga (PA), 1991.
Acácio Sobral participou ainda das seguintes coletivas (mais importantes);” Paralelos” Museu da UFPA e Fundação Rômulo Maiorana, (Belém-PA), 2007; “Sequestros”, Casa das Onze Janelas, SECULT, (Belém-PA), 2007; “Itinerários – Arte Pública – Traços de artistas pela cidade” – RKE – (Belém-PA), 2007; ”Matizes Contemporâneos”, Casa das Onze Janelas, SECULT, ( PA), 2006; “Entorno de Operações Mentais” e “Quase Pintura”, exposições do III Fórum de Pesquisa em Arte, ICA , no Museu de Arte de Belém, (PA) 2006; ”Traços e Transições”, Casa das Onze Janelas, SECULT (Belém-PA), 2006; ”Matrizes“ - Espaço Cultural do BASA Belém, 2004; ”Pentagrama”, Fundação Ipiranga, (Belém-PA), 2004; “Atitudes” Museu do Estado do Pará,SECULT (Belém-PA), 2002; "Memoriam Ismael Nery" Galeria UNAMA (Pa), 2000; “Cúmplice” – Espaço da memória - UNAMA - Belém, 2000; "Olhares Revisitados" Galeria Fidanza (PA), 1999; ”Trilogia” - Museu do Estado do Pará,1998; “A Arte Contemporânea da Gravura – Brasil Reflexão 97 “Museu Metropolitano de Arte de Curitiba (MUMA); "Pará Hoje" Belém, Fortaleza, Macapá, Brasília e São Luiz, 1996; Salão do MAM da Bahia (Ba), 1994; Painel Arte Brasileira MAB/FAAP (Sp), 1993; I, IV, V, VII, X, XI, XIV, XVII, XVIII, XIX, XXI, XXII , XXIII, XXIV e XXVI, Salão Arte Pará; I, II e III Salão Paraense de Arte Contemporânea (Pa); Bienal da Amazônia de Artes Visuais, 1972 e Pré-Bienal de São Paulo, 1970.
Entre suas premiações podemos citar: Menção Honrosa na Coletiva Leônidas Monte. Assembléia Paraense (Pa) 1974; Prêmio Aquisição X Salão Arte Pará, 1991 (Pa); Grande Prêmio XIV Salão Arte Pará, 1995; Prêmio Aquisição. Salão de Artes Plásticas da Amazônia, 1998; Prêmio Aquisição XIX Salão Arte Pará 2000 e Grande Prêmio XXIII Salão Arte Pará, 2004.

***




Sob o sol

Sob o sol e sobre a cama
droptexto
josémariaLealpaes

Ao preço de US $ 4 mil ou US $ 5 mil a hora-leito, Ashley Alexandra, a Kristen, prostituta que derrubou Eliot Spitzer do governo do estado de Nova York, apenas confirmou a advertência do Eclesiastes que "nada há de novo sob o sol". E sobre a cama, também.

Alter do Chão



Uma invenção de Deus.