sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010


O real pelo buraco do imaginado.
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Esse voyeurismo: a gula do olhar
na paixão sem chave.
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( O que se vê é a mulher tecendo-se
em beleza.)
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Assim como o poeta,
trabalhando o poema, para torná-lo
bonito.
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Nela e nos versos, a exibição
do prazer mais íntimo: o desejo de
serem lidos.
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De pescar leitores, de vê-los
mordendo a isca...
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(RF)
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3 comentários:

papistar_nunes disse...

E nós, mordemos a isca com muito prazer,mundiadas por esse olhar guloso que espreita platonicamente nossa paixão sem chave.
smacksssssssssss

Meméia disse...

É isso Poeta Querido...A Arte ainda é o melhor exercício de expressão da alma! Bjs

Portuguesa disse...

Amei!.....É bom muito bom ter um poeta desses aqui em Belém.............