sexta-feira, 12 de março de 2010

Nas fotos: O moleque Ronaldo (aos 7 anos) em Mosqueiro. ( Fotografado pela mãe Nydia)A Minha Ilha do Mosqueiro

Ah!, essa praia nua de gente...
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Minha infância pregada nas pedras do Farol.

Como não voltar para onde o menino está virgem?
E ouvir as vozes das areias, as conversas das árvores,

os recados dos ventos...
Ouvir o passado afogado na beira da poesia.
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Exilar-me no Castelo dos Grilos do Conde Bogéa...

E estar em condições de boca babando
para o peixe temperado com coco,
pimenta e azeite-de-dendê
> misturado com o sorriso de Adel
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Ficar repousado em amigos.
Ter preguiça de ficar sério.
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Lá me dou ao desfrute de ser
ao mesmo tempo turista

(da presente chuva)
e nativo
(sob o sol da memória!)
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E dentro do meu coração
eu me eremito
como Robson Crusoé das lembranças.
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E posso enxergar-me sem bigode e sem barba: sem as penugens do tempo.
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E lembrar que a gente só chega ao fim quando o fim chega!
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***
Então pra que perder tempo: Coronel,
cadê o meu "Red" e minha rede?

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***

4 comentários:

Lorinha disse...

EMOCIONANTE, VC CAPRICHOU.
MUITO FELIZ E PRIVILEGIADA POR ESSA LINDA MENSAGEM.

José Carneiro disse...

Meu poeta: E ai você reaviva, para todos nós, a Mosqueiro de nós todos. Que falta faz o "Alexandrino", de idas e vindas, as charretes, de vindas e idas na ilha, as praias limpas, as angelicais travessuras dos farahzinhos (substituidas pelas más ações dos meliantes), e tantas outras coisas. felizmente ainda podemos moquear o peixe, lembrando a palavra que deu nome à nossa bucólica ilha (no batismo feito por Pierre Beltrand, lembra?). A poesia e Mosqueiro são necessárias.
Grande abraço

Anônimo disse...

Mano Ronaldo,

Mesmo sem ter vivido este prazer, seu poema me deu o prazer de viver aquele momento.

Beijos

Do Mano Valdo

papistar_nunes disse...

Nas fotos já charmosinho ostentando um chapéu de praia e com certeza fazendo poesias conversando com a natureza.