sexta-feira, 3 de julho de 2009

Tênis 42


Ah!, se as distâncias
deixassem
meus pés descansarem
.
E a existência fosse até aqui
sobre o suicídio das folhas
sobre os dedos
que doem de dentro
de um tênis destroçado
em caminhos demais
em passos não para apressar
e sim para adiar a exibição
do corpo concluído em silêncio
.
(RF)
.
***

2 comentários:

Sergio Gonçalves dos Santos disse...

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Vim te seguir,
assim quem segue
à meia luz do lampião
na esquina de Ypanema
ao ressoar o meio dia
a cada passo
descendo a ladeira:
É o Brasil !
gritei a esmo,
pois sei,
desde então,
que se trata
de uma amizade
suprema
entre a maré
e as ondas perdidas
de Yracema,
outróra ainda virgem,
porém, até hoje,
com seus lábios de mel
a amargarem
as saudades e a ânsia
de acariciar as estrelas,
que em versos seja
esse reverenciar
de amores em plena
Castro Alves
às margens da Sé,
aos pés do Redentor.

muito lindo o teu recanto.

Abraços

Sérgio, Beija-flor-poeta

Adina Bezerra disse...

Ah amigo, adoro te ler...besos