quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Ensino da Música é aliado da operação "Força pela Paz"


Ensino de música é aliado da operação "Força pela Paz"


Da RedaçãoAgência Pará


Cursos de música promovidos pela Fundação Carlos Gomes (FCG), na capital e interior do estado, estão entre as ações integradas da operação Força pela Paz, iniciada dia 1º de setembro no bairro da Terra Firme e, posteriormente, no Guamá, Jurunas, Cremação, São Braz e Marambaia. Bairros que registram grande índice de violência foram priorizados pelo governo. O balanço parcial da operação será divulgado nesta quinta-feira (18).


Reprimir a criminalidade e propor ações sociais nas áreas de periferia da cidade são objetivos da operação. Mais do que ações repressivas das polícias, o objetivo é implementar políticas de prevenção, como os projetos Música e Cidadania e Música na Escola. Criados há cerca de 10 anos, foram incrementados desde março de 2007. Até hoje, cerca de 3 mil pessoas, entre crianças, adolescentes e adultos, foram atendidas, inclusive portadores de deficiências.


O "Música na Escola", com o ensino de música de qualidade, é um atrativo para os alunos, uma forma de mantê-los em sala de aula. Ao mesmo tempo, é um instrumento de humanização no processo de integração social, um meio eficiente de aprimorar a sociabilidade, elevar a auto-estima e despertar a sensibilidade.


Em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), a iniciativa atende alunos da rede pública estadual e já chegou aos bairros da Sacramenta, Bengui, Marco, Condor, Jurunas, Guamá e Nova Guanabara, além do distrito de Icoaraci.


Inclusão - Com diferentes metologias, o projeto Música e Cidadania é voltado para ONGs, associações e entidades de cunho cultural e educacional. O projeto abrange outro, o de Musicalização para Pessoas com Deficiência, resultado de uma parceria com a Associação Paraense de Pessoas com Deficiência (APPD).


Os professores que ministram os cursos recebem capacitação técnica e psicológica, para que avaliem a potencialidade e a diversidade dos alunos interessados em aprender flauta doce, violão, cavaquinho, teclado e canto, com ênfase em música popular.


“O nosso principal objetivo é que todas as pessoas podem e devem ser incluídas em processo de aprendizagem dessa natureza. Para tanto, nossos profissionais ficam em constante pesquisa e investigação a respeito das alternativas metodológicas para o ensino de música, pois este é um direito de todos”, resume Carlos Alberto Braga, superintendente da Fundação Carlos Gomes.


A FCG, com o projeto Música no Interior, firmou convênio de cooperação técnica e financeira com diversas prefeituras, o que permitiu a implantação e manutenção de escolas de música no interior do estado, estimulando também a preservação das tradicionais bandas de música, características de várias cidades paraenses. Entre os municípios contemplados pelo convênio estão Bragança, Curuçá, Marabá, Ponta de Pedras, São Caetano de Odivelas e Soure.


Resultados – A música é um eficiente instrumento de socialização e o efeito de sua aplicação no universo da educação é comprovado. Nesse sentido, a educação especial foi contemplada nos projetos da Fundação Carlos Gomes. Em pouco mais de um ano, cerca de 150 pessoas participaram dos cursos oferecidos. Deste total, aproximadamente 40 alunos são jovens de 13 a 18 anos.


O efeito da aplicação da música, no ensino que envolve uma abordagem clínica com pessoas portadoras de necessidades especiais, é surpreendente e pode ser visto nas apresentações públicas destes alunos. O solo de teclado de um portador de Síndrome de Down é um exemplo. Segundo Dayse Addario, assistente social e coordenadora do projeto de Musicalização para Pessoas com Deficiência, as apresentações sempre emocionam o público.


Dayse conta que os professores aprendem em cursos de especialização a utilizar técnicas especiais. No caso do portador de Síndrome de Down, os teclados foram pintados com cores variadas, para despertar o interesse do aluno. Para ela, os resultados são “fantásticos”, como o de uma aposentada de 60 anos, com artrose, que depois de anos de fisoterapia mal conseguia abrir as mãos, mas em um ano começou a tocar violão.


Os projetos da Fundação Carlos Gomes abrem caminho para uma integração capaz de despertar talentos, orientar e capacitar crianças, jovens e adultos, respeitando a individualidade e as necessidades especiais de cada um.


Texto: Luciane Fiuza – Secom
Ronaldo Franco - FCG

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Um comentário:

Luciane Fiuza disse...

Valeu pela parceria, Ronaldo..
Gostei do resultado do texto e da foto selecionada para o blog.
Parabéns pelo belo trabalho desenvolvido pela FCG.
Abraços!
Luciane.