sábado, 17 de maio de 2008


A casa estava quieta
e o mundo calmo
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A casa estava quieta e o mundo calmo.
Leitor tornou-se livro e a noite de verão
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Era como o ser consciente do livro.
A casa estava quieta e o mundo calmo.
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Palavras eram ditas como se livro não houvesse,
Só que o leitor debruçado sobre a página
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Queria debruçar-se, queria mais que muito ser
O sábio para quem o livro é verdadeiro
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E a noite de verão é perfeição da mente.
A casa estava quieta porque tinha de estar.
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Estar quieta era parte do sentido da mente:
Acesso da perfeição à página.
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E o mundo estava calmo. Em mundo calmo.
Em que não há outro sentido, a verdade
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É calma, é verão e é noite, a verdade
É o leitor insone e debruçado a ler.
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* Wallace Stevens
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