sábado, 6 de dezembro de 2008

Há Chuva De Há > poema de Carlos Correia Santos


Está chovendo haveres
e não há um canto em que se estar
Tudo há de se molhando nada em veres
que em tudo está chovendo haveres
e vais ficando seco de ar.
.
Às vezes, um mero pingo de às vezes
é tanto sempre.
E, enquanto fica-se esperando estiar o enquanto,
tanto encanto encharca-se tanto
e o momento chove-se de não estar.
***

2 comentários:

Adina Bezerra disse...

Nos poemas de Carlos Correia, sempre fico encharcada de saberes...

Benny Franklin disse...

Muito bom!
Abçs.