sábado, 17 de outubro de 2009

Os Vampiros de Sábado



É impossível domiciliar as possibilidades do sábado. Fechados a gente fica a sem a gente. Não somos prisioneiros da compulsão de sobreviver. Não enlatamos desejos.


Lá fora, fugimos das rotinas impostas.
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Visitem a noite e no outro dia, tornar-se-á claro como funciona o dia sombreado, pesado, traído, mentiroso, cínico, aberrante, sem esperança.
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A lua lá em cima não ilumina os moralismos abstratos e as palavras estéreis. A noite não engole o tédio existencial.Vomita!
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Na noite não se inventa líder. Porque boêmios não são rebanhos inertes. Notívagos não pastoreiam o poder. São pastores das estrelas. Das estrelas criativas. Que não compram a criatividade alheia.
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Estrelas não choram. Brilham. Não discursam. Trabalham. São operárias do céu brasileiro.
Quando tornam suas existências mecânicas,


e x p l o d e m!
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Na didática noturna a alegria se diverte para nos salvar (da escalada das exclusões sociais), para nos entender ( no inferno das indiferenças), e nos descobrir numa vida verdadeiramente humana.
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É preciso deixar a raiva engarrafada.
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O sábado no bar é uma só loucura: abraçam-se esquerda e direita com o capitalismo sensual.
Militantes são inocentes. E ninguém é carrasco de ninguém.
Tudo é festa numa sensação ululante de que estamos sujeitos aos olhares invejosos dos
vampiros que roubam as estrelas dos outros.
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Boníssimo final de semana, amigos leitores.
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Um comentário:

Meméia disse...

Para a tristeza deles (vampiros de Sábado), tem uma força maior que nos mantém vivos e fortes...É por isso que precisamos estar em sintonia com a nossa luz, nossa verdade, senão, Poeta sábio, eles(vampiros), aparecem como um milagre...rs Adorei! Beijos