quinta-feira, 8 de julho de 2010

Julho já foi assim... Talvez esse julho insexual (???)
como um instante na página de um livro de fadas tenha existido...
Mais amoroso que volutuoso.
.
Ou o pintor não abusou da cores das carícias.
.
Um retrato do tempo em que o mar e o sol pertenciam aos românticos,
aos namorados mímicos:
quando os desejos falavam com os olhos,
com os dedos,
com a cabeça,
com todo o corpo.
.
Um tempo que a gravata enforcava o pescoço
do namorado
para não pronunciar o nome amado,
que trazia no alfinete da gravata.
.
Julho > já foi assim...Acredite se quiser.
.
(RF)
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***

Um comentário:

Adina Bezerra disse...

Ainda me lembro das emoções que me envolviam quando adolescente ao pensar que julho estava chegando... viajava antecipadamente nas belas praias da minha imaginação, porém, na maioria das vezes, eu me encontrava divertindo nos quintais das minhas amigas, rsrsr