sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Poeta Josette Lassance


Entreposto
.
Tua enorme palavra parada
me pede cabanas
e rios
para que tenha algo por dentro
.
enquanto o meu poema
envelhece calado
e por fora
nos poros
sua o noturno som
de grilos
.
tua inocência secreta
.
não tenho cabanas
ou rios
que corram
para entrecortar
vazios
.
o canto, é sacro
o sol, seu parto
.
carregue seu destino
num saco
e siga
as estrelas.
.
***
.
* Josette Lassance Maya: poeta, contista, cronista, tem formação profissional em História e Educação Artística (Artes Plásticas) pela UFPA.
*Livros: Vida bruxa.Poesia.SP, Scortecci.(1992)
Os Gatos Nus Passeiam sobre os Telhados Sujos.Contos.SP,Scortecci.(1994)
Galeria dos Maus.Poesia e prosa.Belém,Supercores. (1999)
*Participa de várias antologias em diversos estados brasileiros e no exterior.
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2 comentários:

Anônimo disse...

Deus existe? Mesmo? Ou nós estamos nos referindo a uma inteligência superiormente interessante? Pois só pode ter sido isso ter inspirado tais palavras que expressam o real sentimento de uma pessoa...

Edmir disse...

Estive no lançamento de "Os 5 felizes". Tive o privilégio de, naquela noite, ser o primeiro a adquirir o livro. Lá conheci Josette pessoalmente, uma vontade que já estava envelhecendo. Saí da Taberna de São Jorge e varei madrugada lendo. Agora estou relendo devagar...!
Edmir
www.veropoema.net