quinta-feira, 21 de maio de 2009

Poema de José Maria de Vilar Ferreira

Foto:Pedro RodriguesO curral
na boca do rio
espiava a cidade
.
Imóvel
bicho sem espectativa de salto
ruminava a individual solidão
entrecortada por águas-de-tempo
.
De nada se defendia
de nada se resguardava
.
Entricheirado
em sua servidão
morre a cada instante
no momento de despesca
.

***

3 comentários:

Jaquelyne A. Costa disse...

A cada dia as pessoas estão perdendo o senso de conservação do Meio ambiente!
Sofro também pelo Velho Chico!
A natureza está sofrendo muito nas mãos da (des)humanidade.

Abraços, poeta!

Adina Bezerra disse...

Este poema nos mostra o que é viver à margem do que "temos" e não podemos possuir... lembrei-me do trecho qdo alguém observava um cego chorando e comentou:

"que sina e padecer
foi a sorte aos cegos dar
não ter olhos para ver
mas tê-los para chorar".. (MT)

Pedro Rodrigues disse...

Fico extremamente feliz por vc fazer um trabalho seu agregando outro meu! Parabéns RF.