quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Obama: a esperança americana



A vitória de Barack Obama foi comemorada nas principais cidades dos Estados Unidos , entre sorrisos e lágrimas.Milhares de pessoas saíram às ruas do país para o "carnaval" da alegria.

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Obama nas alturas
Enfim Luther King não morreu em vão

Pois é amigos, hoje, logo cedo, li que a filha do maior líder negro da história dos EUA, Luther King, assassinado covardemente pelo ódio racial disseminado pela extrema direita americana, ainda hoje atuante, porém sem a mesma força do passado, estaria muito feliz, se vivo fosse, tanto por Obama como pelo seu povo.

Pela rádio CBN ouvi o ilustre professor Cândido Mendes dizer que, elegendo Obama, o povo americano estava fazendo uma profunda auto crítica do seu passado e do seu presente. Concordo com ele completamente.

Já o presidente da França, Sarkozy, se expressou afirmando que a vitória de Obama representa muito não só para a França, como para a Europa e para o mundo como um todo. Absolutamente certo.

Torci muito por ele, pelo que representa, pelos valores que agora são postos no poder maior dos EUA, pela coragem de grande parte daquele povo que, mesmo não sendo obrigado a votar, acordou cedo, enfrentou filas imensas, um processo de votação ainda bastante atrasado, e derrubou pelo voto uma era Bush que agora quererão esquecer para sempre, apesar das profundas marcas que este deixou. Foi, amigos, a maior participação de eleitores em toda a história americana.

Quando me refiro a que lá não existe esta absurda obrigação de votar, que por aqui alguns ainda defendem com ardor, é porque é muito comum haver abstenções elevadas nas eleições dos EUA. Mesmo nas majoritárias. Inclusive no ano de 2000 apenas 51,5% das pessoas em idade de votar compareceram às urnas. Tenho um levantamento em forma de estudo a mim enviado em 2004 pela professora Eva Bueno, residente nos EUA.

E pensar que faz pouco mais de 40 anos que a divisão racial era flagrante, agressiva, nos EUA. Negros não podiam votar e nem tinham a maioria dos direitos reservados somente aos brancos. O ódio racial, na época, era atuante através da Ku-Klus-Kan que não só torturou como matou muitas famílias negras em tempos passados que não estão muito distantes. Mas os tempos mudaram e Obama é a grande diferença, Obama é a própria mudança.

Embora preocupante acredito que a dívida pública americana, hoje superior a 30 trilhões de dólares, seja um dos problemas menores que Obama ira enfrentar. Acredito sinceramente que pelo menos a verdade estará agora aliada ao bom senso para conduzir não só os EUA como sua trágica política externa, agravada pelo desastre permanente que foi a era Bush que mentiu quase o tempo todo no poder.

A guerra ao Iraque era desnecessária e foi uma das maiores mentiras a partir de quando comissões de delegados americanos lá foram e depois afirmaram em relatório que aquele país não tinha e nunca teve armas de destruição em massa. Mas Bush estava mesmo preparando terreno para outros objetivos nada dignos e que muitos ainda se recusaram a acreditar.

Desorganizaram o governo do Iraque e nunca conseguiram, até hoje, implantar a ordem e a tal “paz” pregada por Bush quando da invasão covarde. Pelo contrário, hoje o Iraque vive em constante convulsão e será um grande desafio para Obama consertar o que seu antecessor desordenou pela destruição.

O caso da perseguição na tentativa de captura do terrorista Osama sempre me cheirou mal. Nunca acreditei na sinceridade do que dizia Bush quanto a isso. E até hoje duvido que, se quisessem mesmo, não tivessem conseguido prender Osama. Já disse o mesmo numa crônica há algum tempo. E não só eu o disse.

Neste caso, meus amigos, creio muito mais que têm prevalecido, como escreveu Frei Beto, os antigos e fortes “Laços de Família”. Nenhuma dúvida quanto a isso. Permitam-me realçar aqui apenas este trecho daquele magnífico artigo divulgado em 2002 no qual fica evidente alguns “monstros” que foram criados ou apoiados pelos próprios EUA, em duas eras Bush, e depois perseguidos como “inimigos”:

“Tão sintomática quanto a atual censura consentida à mídia nos EUA, é a omissão na imprensa da história de como a CIA criou o general Noriega, do Panamá; Saddam Hussein, do Iraque; e Osama Bin Laden, do circuito Arábia Saudita/Afeganistão.” --- Sem mais comentários.

Mas, voltando ao resultado da eleição americana, como disse Arnaldo Jabor, “Obama foi a vitória da razão, da inteligência, da imaginação, da verdadeira América.” Disse tudo. Eu também confio em Obama. Ele me passa essa certeza de que não nos decepcionaremos com sua administração.

Não que o mundo vá encontrar de pronto a solução para todos os seus problemas, isso não, seria uma utopia até estúpida. Pelo menos foi derrotada a arrogância, a prepotência, a mentira que ameaçava não só os destinos da maior nação deste planeta como a própria humanidade. Não exagero não. Estou hoje um pouco mais feliz, porque acredito, porque acho que podemos confiar, sim.


Francisco Simões.
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4 comentários:

Coisa-negócio disse...

Fiquei feliz com a vitória de Obama tb!...Só acho que tem expectativa demais....espero que sejam todas correspondidas!...prontofalei!

um abraço
Leemax.

kika disse...

Então... Nova era... Renovam-se os ares com Obama...Pagar prá ver...
Bom estar aqui...
Carinhosamente

Anônimo disse...

Viva a Democracia!

Téo.

Anônimo disse...

Venceu a democracia.

Érica Torres.